
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA SÍFILIS CONGÊNITA NO ESTADO DE SERGIPE
Relatoria:
Glebson Moura Silva
Autores:
- Debora Amorim de Vasconcelos
- Shirley Veronica Melo Almeida Lima
- Andreia Freire de Menezes
- Simone Yuriko Kameo
- Allan Dantas dos Santos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
A sífilis é uma infecção de caráter sistêmico, tratável e curável, causada pelo Treponema pallidum. Nas gestantes pode causar várias alterações clínicas, incluindo a possibilidade de morte perinatal, prematuridade, aborto, perda fetal, baixo peso ao nascer e problemas de saúde tanto imediatos quanto a longo prazo nos nascidos vivos. O estudo objetivou analisar a incidência e distribuição espacial da sífilis congênita no Estado de Sergipe no período de 2001 a 2021. Estudo ecológico e longitudinal com abordagem espacial e regressão linear. Foram utilizados dados secundários de domínio público sobre a sífilis congênita dos 75 municípios do estado de Sergipe no período de 2001 a 2021. Os dados foram obtidos por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Departamento de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DATHI). Foi observado um crescimento progressivo dos casos em Sergipe com uma variação de 0,47 em 2001 a 16,6 em 2021, a média de casos de sífilis congênita durante o período estudado foi de 4,83 a cada 1000 nascidos vivos, a taxa média de detecção de sífilis na gestação foi de 5,83, o índice de Internações Sensíveis a Atenção Básica (ISAB) no estado foi de 18,19, com taxa de analfabetismo no estado em pessoas acima de quinze anos de 25,59. O IVS Capital Humano no estado foi de 0,53, IDHM Longevidade 0,75 e Índice de Theil 0,47. Ao aplicar o índice de Moran Local vinte e cinco cidades apresentaram risco elevado para sífilis congênita, as regiões com maiores taxas foram de centro-leste e algumas no norte e sul. A capital e outras cidades demonstraram risco elevado paralelo ao alto número de sífilis gestacional e ISAB. Dessa forma, é preocupante o aumento na incidência dos casos de sífilis congênita, evidenciando a necessidade de medidas de prevenção e controle da doença.