
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
O EXAME CITOPATOLÓGICO EM JOVENS COM O INÍCIO PRECOCE DA VIDA SEXUAL EM ARAGUATINS-TO
Relatoria:
Thaysa Karina Sousa Carvalho
Autores:
- Andressa do Nascimento Alves Oliveira
- Uelson Carlos de Sousa Silva
- Sônia Maria Neri de Araújo
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: De acordo com a (OMS), há um aumento significativo no número de adolescentes do sexo feminino que se expõem precocemente às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), principalmente ao HPV, o que, se não diagnosticado antecipadamente, pode resultar em câncer do colo do útero. O exame preventivo do colo do útero é essencial para a prevenção do câncer de colo de útero, um dos tumores mais comuns em mulheres. Objetivos: Avaliar a adesão das mulheres que iniciaram a vida sexual precocemente ao protocolo de realização do exame preventivo ginecológico. E investigar os fatores pelas quais muitas mulheres ainda não realizaram o PCCU. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo, quali-quantitativa de natureza exploratória e transversal, sob nº de parecer 6.676.664 aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS). Foi aplicado um questionário à 40´participantes do sexo feminino, com idade a partir de 18 anos, foram organizadas orientações em formato de palestra aberta. A pesquisa ocorreu na Unidade Básica de Saúde da nova Araguatins, na cidade de Araguatins – TO. Resultados: A faixa etária das participantes foi predominantemente de 27 a 30 anos (37,5%), de 23 a 26 anos (27,5%), + de 30 anos (17,5%), 19 a 22 anos (12,5%) e de 18 anos (5%), respectivamente. O início da vida sexual de 30% das mulheres foi com 16 anos, 22,5% com 15 anos, 20% com 17 anos, 15% com 14 anos, 7,5% com 13 anos, e 5% com 12 anos. Ao serem questionadas sobre já terem feito o exame ginecológico de prevenção do colo de útero, 57,5% afirmaram que sim, e 42,5% que nunca realizaram. Sobre o motivo do por que não realizaram o exame preventivo, 30% foi por vergonha, 35% por que esqueceu, 12% por falta de tempo, 6% não conhecia o objetivo do exame e 17% por que alguém falou que ela não precisava realizar. Sobre já terem sofrido algum tipo de discriminação, 37,5% (15) afirmaram já terem passado por alguma situação durante a consulta, e 62,5% (25) não. Indicando uma problemática no atendimento nas (UBS) do município de Araguatins-TO. Considerações finais: Os resultados desta pesquisa mostraram que a maioria das mulheres teve a vida sexual iniciada precocemente e além disso, um número significativo de participantes relatou discriminação durante as consultas. Em suma, a pesquisa destaca a necessidade urgente de intensificar ações, além da implementação de políticas públicas que eliminem barreiras como a discriminação e a falta de informação.