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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
USO DE CANABIDIOL PARA MANEJO DE DOR CRÔNICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Relatoria:
Rosielly Cruz De Oliveira Dantas
Autores:
  • Maria Ludimila Araújo Lopes
  • Amanda Fernandes do Nascimento
  • Sara Layanne Lins de Lira
  • Rebecca Sidralle Rolim de Moura
  • Rosimery Cruz de Oliveira Dantas
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A dor faz parte do viver do ser humano, como uma experiência sensorial, emocional e individual, cuja intensidade é influenciada por fatores biológicos e psicossociais. A dor crônica se dá quando há persistência por mais de três meses, e, seu tratamento pode ser feito de forma não medicamentosa e medicamentosa, com opióides e/ou Canabidiol (CBD). Método: Trata-se de uma revisão de literatura, do tipo integrativa, de caráter qualitativo, sobre o uso de CDB para o manejo da dor em indivíduos portadores de dores crônicas, questão norteadora para a busca livre na BVS. A busca avançada foi realizada com a combinação dos descritores (dor crônica, canabidiol OR cannabis OR maconha, tratamento OR manejo) com os operadores booleanos AND e OR. Foram utilizados artigos disponíveis de forma gratuita, publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas português, espanhol e inglês, que serviram de critérios de inclusão. Os critérios de exclusão se constituíram artigos duplicados nas bases, trabalhos de conclusão de curso, artigos de revisão, resumos e projetos. Foram avaliados à luz da análise de conteúdo proposta por Bardin. Resultados e Discussão: Nota-se a carência de estudos brasileiros nessa temática, pois, os 16 artigos que compuseram a revisão, eram todos de produção inglesa. A análise possibilitou a construção de quatro categorias: 1. Qualidade de vida (QV), onde a melhora do sono, atuação na ansiedade e na dor, faz com que a QV tenha significativa melhora; 2. Diminuição da dor, por sua interação no sistema endocanabinóide do corpo humano oferece uma resposta considerável na dor crônica e refratária; 3. Efeitos adversos, onde se destacam sonolência, discreta apatia, que são superados pela sensação de bem estar; 4. Preconceito: o fato de ser derivado do cannabis ainda é um fator estigmatizante. Considerações finais: Apesar da comprovação benéfica para a saúde do CBD, seu uso ainda é restrito na população, pouco utilizado e, por isso, estudado. As pessoas tem dificuldade de acesso, tanto ao profissional como ao medicamento, que é de alto custo. Apesar do cannabis ter sido descriminalizado recentemente para uso próprio na legislação brasileira, o uso do CBD ainda é restrito, sendo autorizado pela Anvisa para apenas 12 doenças. A Enfermagem tem um papel significativo no acolhimento ao paciente da dor crônica, uma vez que a Estratégia Saúde da Família se constitui porta de entrada do usuário. Importante a construção de estudos com usuários de CBD.