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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
DETERMINANTES DA (IN)EFETIVIDADE DO PROGRAMA DE VITAMINA A EM CRIANÇAS INDÍGENAS ALAGOANAS
Relatoria:
Diane Fernandes dos Santos
Autores:
  • José Hitalo de Moraes Vieira da Silva
  • Willams Henrique da Costa Maynart
  • Andressa Bruna Batista de Verçoza
  • Ana Rose Melo Lucena
  • Haroldo da Silva Ferreira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Apesar da redução da prevalência global nos últimos 30 anos, a deficiência de vitamina A é um problema de saúde pública de magnitude mundial. No Brasil, o Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A tem o objetivo de diminuir a prevalência da deficiência desse micronutriente, assim como a mortalidade e morbidade em crianças de 6 a 59 meses. Em 2012 o programa foi ampliado para incluir distritos indígenas do Brasil, onde a vulnerabilidade social dessa população é presente e predispõe a carências nutricionais. Objetivo: Identificar os determinantes associados à efetividade/inefetividade do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A nas comunidades indígenas de Alagoas. Método: Trata-se de um estudo transversal, de base populacional integrado a uma pesquisa intitulada “Estudo de Nutrição, Saúde e Segurança Alimentar dos Povos Indígenas do Estado de Alagoas”. As entrevistas ocorreram em 2022 e 2023, com a mãe das crianças de 6 a 59 meses de idade, das 11 etnias do Estado, residentes nas comunidades indígenas sorteadas para a pesquisa. Para a cobertura do Programa, foi considerada a suplementação de vitamina A nos últimos 6 meses conforme registro da caderneta de saúde da criança. Resultados e Discussão: Foram avaliados 194 binômios mãe/criança, onde 68,0% relataram que a criança recebeu a suplementação de vitamina A e 9,8% não tinham certeza se ocorreu nos últimos seis meses. Foi identificado que 66,7% receberam pelo menos uma dose de suplementação de vitamina A nos últimos seis meses, 20,5% entre 6,1 a 12 meses e 12,9% receberam a dose há mais de 12 meses. Assim, embora a maioria tenha recebido alguma dose, 79,5% não atingiram o número recomendado de doses até os cinco anos de idade. Quanto ao conhecimento do Programa, 85,4% das mães referiram não saber para que serve, em que, aquelas que relataram ter recebido orientações, responderam que foi realizado por um enfermeiro (62,9%) e, em menor proporção, por um médico (1,8%). Desse modo, reforça a importância e necessidade de capacitação contínua dos profissionais e de campanhas educativas para aumentar a sensibilização sobre a importância da vitamina A. Considerações finais: Os achados corroboram com a necessidade de fortalecer as estratégias de e educação em saúde para aumentar o conhecimento sobre a suplementação de vitamina A pela população. Destaca-se a importância dos profissionais de saúde para a adesão, informação e eficácia das intervenções de saúde pública.