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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA TUBERCULOSE POR USUÁRIOS EM TRATAMENTO PARA DOENÇA
Relatoria:
JULIANA DA ROCHA CABRAL
Autores:
  • Luciana da Rocha Cabral
  • Maria Sandra Andrade
  • Fátima Maria da Silva Abrão
  • Regina Celia de Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A tuberculose ainda representa um sério e desafiador problema de saúde pública global. Objetivo: Compreender as representações sociais de usuários em tratamento para tuberculose sobre a doença, dúvidas e estigmas frente ao diagnóstico. Método: Trata-se e um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, com base na Teoria das Representações Sociais. Realizado em três serviços de atenção secundária no que concerne ao tratamento da tuberculose, no município de Recife-Pernambuco. Os participantes foram pessoas com idade maior ou igual a 18 anos, com diagnóstico de tuberculose e vinculados aos serviços em estudo. A amostra foi definida pela técnica da saturação de dados, obtendo-se 29 participantes. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista semiestruturada, no período de julho a setembro de 2022. Os dados foram analisados a partir do software IRAMUTEQ. O estudo obedeceu aos preceitos éticos das pesquisas envolvendo seres humanos, sob parecer n° 5.543.875. Resultados/discussão: A partir dos segmentos de textos gerados pelo software, emergiram seis classes, a saber: Linhas de cuidados frente ao diagnóstico; Redes de apoio e crenças como forma de enfrentamento da doença; Empoderamento como ferramenta na redução do estigma e controle da doença; Desafios frente ao convívio com a doença; Informações em saúde no que concerne à TB; Precaução, prevenção e diagnóstico. O intuito foi entender as principais necessidades de informações, medos, dúvidas e estigmas a fim de vislumbrar o levantamento dos conhecimentos prévios sobre a temática. Conhecer as representações sociais frente à temática garante uma transformação social, humanização e, principalmente, o comprometimento do profissional em atender ao usuário na sua individualidade e de forma coletiva, fortalecimento do protagonismo. Considerações finais: O conviver com o diagnóstico da doença transforma o cotidiano e as relações. O estigma ainda presente nos dias atuais denota a necessidade de reconfigurar tais representações, para o doente ser acolhido em sua integralidade.