
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA TOXOPLASMOSE GESTACIONAL NO ESTADO DO PARÁ, BRASIL, 2019 E 2023
Relatoria:
Rose Lorena Barbosa Favacho
Autores:
- Ewerton Lourenço Barbosa Favacho
- Jhonata Marx Teles Pimentel
- Danielly Guerra de Aguiar
- Liliane Costa dos Santos Gomes
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A toxoplasmose é uma doença zoonótica causada pelo parasita Toxoplasma gondii. Quando uma mulher é infectada durante a gestação, existe o risco de transmissão do parasita para o feto, o que pode resultar em complicações graves. Objetivo: Realizar o levantamento de casos notificados de toxoplasmose gestacional no Estado do Pará, 2019 e 2023. Métodos: O presente estudo adota uma abordagem descritiva e retrospectiva, analisando dados secundários registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) entre 2019 e 2023. As variáveis analisadas incluem o número de casos notificados/confirmados em gestantes. Segue as diretrizes da Resolução 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde, que dispensa a submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa para estudos com dados secundários que não permitem a identificação individual dos participantes. Resultados e Discussão: Durante o período analisado, foram notificados 1816 casos de toxoplasmose gestacional no Estado do Pará. Dentre estes, apenas 67,29% (1222/1816) dos casos foram confirmados. Em relação à distribuição anual dos casos confirmados, o ano de 2021 registrou a maior quantidade de gestantes acometidas, com 27,66% (338/1222) dos casos confirmados. O segundo maior percentual foi observado em 2023, com 26,35% (322/1222), seguido por 2022 com 21,77% (266/1222). Em 2020, o percentual foi de 14,24% (174/1222). O ano de 2019 apresentou o menor percentual de casos confirmados, com aproximadamente 9,98% (122/1222). Segundo os critérios de diagnóstico do Ministério da Saúde, todos os recém-nascidos de mulheres com toxoplasmose confirmada devem ser acompanhados para investigar a possibilidade de transmissão vertical. No entanto, alguns estudos indicam que menos da metade desses casos é devidamente investigada e notificada. Realizar o pré-natal no primeiro trimestre da gestação é crucial para o diagnóstico precoce da doença, permitindo que o tratamento seja iniciado rapidamente e aumentando sua eficácia na prevenção ou redução das consequências para o recém-nascido. Conclusão: O presente estudo destacou deficiências no sistema de notificação e acompanhamento dos casos, comprometendo a detecção e tratamento adequados, especialmente na prevenção da transmissão vertical da doença. Assim, é essencial implementar um pré-natal eficiente, iniciado no primeiro trimestre da gestação, que inclua diagnóstico precoce, tratamento adequado e orientação detalhada às gestantes sobre os riscos e medidas preventivas.