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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DOENÇA DE CHAGAS AGUDA NO BRASIL (2013-2022)
Relatoria:
João Victor Magalhães de Sousa
Autores:
  • William Caracas Moreira
  • Mônica Oliveira Batista Oriá
  • Janaina Fonseca Victor Coutinho
  • Karine Kimberlly Rocha da Fonsêca
  • Patrícia Neyva da Costa Pinheiro
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: A Doença de Chagas é uma antropozoonose de elevada prevalência e expressiva morbimortalidade em âmbito mundial, principalmente na América Latina. No Brasil, a forma aguda é de notificação compulsória, e dependendo de fatores como diagnóstico tardio e/ou o tratamento inadequado, pode evoluir para a forma crônica ou ao óbito. OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico dos casos de Doença de Chagas Aguda (DCA) no Brasil (2013-2022). METODOLOGIA: Estudo ecológico, construído a partir de dados secundários, disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, referente ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação, acerca das notificações de DCA no Brasil, com recorte temporal de 2013-2022. Os dados foram extraídos em julho de 2024 e possibilitaram destacar as variáveis: Unidades Federativas (UF); ano do primeiro sintoma; sexo; faixa etária; raça/cor autodeclarada; escolaridade; modo de provável contaminação; critério de confirmação; e evolução. Ademais, a tipologia deste estudo dispensa a apreciação por comitê de ética e pesquisa. RESULTADOS: No Brasil, foram notificados 3.013 casos de DCA entre 2013 e 2022. Entre as UF, o Pará apresentou a maior incidência com 2.410 casos (79,98%), e o perfil dos indivíduos mais acometidos foi constituído pela predominância das seguintes características: sexo masculino com 1.624 (53,89%); faixa etária de 20-39 anos com 1.036 (34,38%); raça/cor autodeclarada parda com 2.469 (81,94%); escolaridade com 2.759 (91,56%) casos com dados “ignorado” e 254 (8,44%) como “nenhum” grau. Em relação à doença, 1.886 (62,59%) casos tiveram o domicílio do indivíduo como local provável de infecção, o modo provável de contaminação predominante foi o oral com 2.488 (82,57%) e a maioria dos casos foi confirmada por critério laboratorial, contando 2.855 (94,75%). Quanto à evolução dos casos, foi registrado: 2.645 (87,78%) com indivíduos que permanecem vivos; 46 (1,53%) vieram a óbito, sendo 38 (1,27%) em decorrência da DCA e 8 (0,26%) por outras causas, e 322 (10,69%) “ignorado/branco”. CONCLUSÃO: Este estudo permitiu identificar o perfil dos indivíduos que mais adoecem de DCA e aspectos do processo saúde-doença envolvidos. Os dados ignorados/branco constituem as limitações do estudo. Em suma, espera-se contribuir para a visibilidade dos dados e conseguinte subsídio em decisões gestoras quanto a políticas públicas que impactam diretamente em aspectos preventivos, de tratamento e acompanhamento dos casos de DCA.