
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
O PAPEL DO ENFERMEIRO NA SAÚDE MENTAL DE MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA
Relatoria:
Carliene Fiel Valente
Autores:
- Alessandra Santos Chaves
- Naiara Gabrielly Costa Freire
- Allana Wellida Santos Oliveira
- Gabriela Melo de Maria
- Márcio Davi Barros Brasil
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A violência é uma grave violação dos direitos humanos que atinge cerca de um terço das mulheres, no mundo, e um grave problema de saúde pública. Embora o surgimento de políticas públicas tenha possibilitado avanços, no Brasil, os casos de violência contra a mulher continuam crescendo, sobretudo, porque o patriarcado ainda é socialmente predominante. Nesse sentido, é de suma relevância analisar os efeitos percebidos à saúde mental de mulheres vítimas de violência, com vistas a oferecer um cuidado humanizado e congruente com suas subjetividades através de um olhar biopsicossocial. Objetivo: Conhecer e analisar a produção científica nacional dos últimos cinco anos sobre a atuação da enfermagem na saúde mental de mulheres vítimas de violência. Método: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, de cunho qualitativo nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Scholar, realizada em junho do ano de 2024, para critérios de inclusão foram selecionados artigos publicados nos últimos 5 anos em português, com os seguintes DeCs: Enfermagem, Violência Contra a Mulher e Saúde Mental. Resultados e Discussão: Foram encontrados dez artigos através dos descritores escolhidos, dos quais cinco foram selecionados, pois responderam diretamente ao objetivo da pesquisa. Nesse direcionamento, dois dos artigos abordam que a problemática da violência desencadeia impactos psicológicos, como: alterações adaptativas, redução da autoestima, transtorno de humor e estresse pós-traumático, que variam de moderado a grave e podem causar incapacidade permanente e irreparável nas mulheres maltratadas. Ademais, vale ressaltar que a maioria dos estudos apontam que um dos principais desafios da violência sofrida por mulheres é a estruturação e integração dos serviços e atendimentos para prevenir a vitimização das vítimas e, sobretudo, prestar um atendimento humanizado e integral. Sendo assim, a enfermagem desempenha um papel central na aceitação dessas mulheres, pois a profissão resgata a humanização como parte central de seu trabalho, além de ser uma das profissões mais informativas. Considerações finais: É necessário ainda maior participação do enfermeiro na execução de estratégias de prevenção da violência contra a mulher, o que demanda um trabalho basilar com uma equipe interdisciplinar que atue no combate às práticas que desencorajam a igualdade de gênero.