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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM OBSTÉTRICA EM UM CENTRO DE PARTO NORMAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Letícia Bruna de Souza Araújo
Autores:
  • Aline Santos da Silva
  • Aline de Alcântara Correia
  • Rosângela Guimarães de Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: A enfermagem obstétrica (EO) atua em conformidade com a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem, que garante autonomia na assistência às mulheres com gestações classificadas como risco habitual, e aos recém-nascidos. O processo de trabalho desses profissionais possui uma estreita relação com a reorganização da assistência obstétrica ancorados ao modelo humanizado, através da criação do Centro de Parto Normal (CPN). Esses espaços oferecem assistência desvinculada do modelo hospitalocêntrico e centrada no fisiológico, e tem como marco filosófico do seu cuidado a EO como agentes indutores das políticas públicas brasileiras da humanização em saúde. Objetivo: Apresentar a assistência da enfermagem obstétrica em um centro de parto normal da Paraíba. Método: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, vivenciado por uma residente do Programa de Enfermagem Obstétrica da Escola de Saúde da Paraíba durante o rodízio optativo no Centro de Parto Normal Mãe Izabel, que se localiza em Campina Grande, Paraíba, realizado no período de julho de 2024. Resultados e Discussão: o CPN é um espaço onde são realizadas assistências por EO’s a mulheres sem comorbidades e intercorrências durante a gestação. Esses profissionais são responsáveis desde a internação à alta do binômio. Durante a atuação, utilizam das boas práticas de assistência ao parto e nascimento, onde oferecem métodos não farmacológicos para alívio da dor, ambientalização, oferta de alimentos e incentivo a livre escolha de posição para parir. Quando necessário, utilizam de algumas intervenções para melhor condução do parto, como amniotomia e ocitocina. Ao nascimento, prioriza-se o clampeamento oportuno do cordão umbilical, no entanto, em casos intercorrências, as EO’s são habilitadas para intervir de forma precoce. É priorizado o contato pele a pele e a amamentação, respeitando o momento “hora ouro”, e só após isso, realizam os cuidados mediatos, como exame físico cefalocaudal e medidas antropométricas. O binômio permanece aos cuidados da equipe por 24 horas. Considerações finais: Percebeu-se a tamanha autonomia da EO nos CPN’s durante o período de trabalho de parto, parto e nascimento. A assistência fornecida às mulheres admitidas no CPN, baseada em evidências científicas, bom acolhimento, estímulo da autonomia da mulher, permite garantir um cuidado integral, individualizado e seguro.