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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: REVISÃO DE LITERATURA
Relatoria:
Josefa taynara Gomes dos santos
Autores:
  • Thiago Santana Duarte
  • Daniela Guilhermino Gonçalves
  • Rommyshineder Coelho Lima
  • Sâmya Flávya Nascimento Macedo
  • Gabrielly Magnólia Mangueira Lacerda
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A violência obstétrica acomete mulheres no pré-natal, no parto e no puerpério. Ela apresenta diversas formas de classificação (física, psíquica, verbal e sexual), as quais variam de acordo com suas características e podem acontecer concomitantemente. O conhecimento sobre a violência obstétrica é um grande benefício no combate da mesma. Objetivo: Avaliar as práticas cometidas contra gestantes que resultam em violência obstétrica. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura. A seleção dos artigos foi conduzida através da BVS, utilizando as bases de dados indexadas LILACS, MEDLINE e BDENF, e foi baseada nos descritores registrados no DeSC: Violência Obstétrica; Parto; Gestação. Adotaram-se os seguintes critérios de inclusão: artigos completos, publicados nos últimos cinco anos, em inglês, português e espanhol. Foram descartados: teses, monografias, dissertações e trabalhos que não estavam alinhados com a temática. Após a triagem, os achados foram lidos, e três artigos foram selecionados para compor os resultados desta pesquisa. Resultados: A dor das mulheres durante a assistência ao parto tem sido documentada em diferentes momentos e influencia significativamente as práticas de enfermagem no puerpério. As violências obstétricas são comuns e incluem: a recusa de permitir a escolha de um acompanhante; falta de informações sobre procedimentos; cesarianas desnecessárias; privação do direito à alimentação e à movimentação; falta de uma rotina adequada e exames vaginais repetidos; uso frequente da indução do parto; aceleração forçada do parto; episiotomia sem consentimento; e a Manobra de Kristeller. Essas práticas podem causar danos físicos, mentais e emocionais permanentes. A experiência de violências obstétricas pode provocar traumas que afetam a saúde das mulheres ao longo de toda a vida. Muitas gestantes planejam ter um parto normal ou programado para evitar sofrimento, mas enfrentam negligências médicas nos hospitais. Conclusão: A violência obstétrica causa danos duradouros na saúde das mulheres. É crucial promover práticas respeitosas e informadas para garantir um parto seguro e digno, prevenindo traumas e assegurando o bem-estar das mães e seus bebês.