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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
INDICADORES DE VIOLÊNCIA SEXUAL CONFORME CONDIÇÕES SOCIODEMOGRÁFICAS DA POPULAÇÃO BRASILEIRA
Relatoria:
Sarah de Sousa Carvalho
Autores:
  • João Victor Mendonça Santana Cavalcante
  • Raquel Alves de Oliveira
  • Davi Oliveira Teles
  • Paula Renata Amorim Lessa
  • Ana Karina Bezerra Pinheiro
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Estudo de caso
Resumo:
Introdução: A violência sexual é um problema de saúde pública mundial que afeta diversas pessoas e identificar o perfil de risco pode colaborar na formulação de intervenções e políticas públicas que minimizem tal agravo. Objetivo: Analisar os indicadores de violência sexual conforme condições sociodemográficas da população brasileira. Método: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, com dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. O indicador foi calculado pelo número de indivíduos de 18 anos ou mais que sofreram violência sexual nos últimos 12 meses, multiplicado por 100 e dividido pelo total de indivíduos. Estabelece-se ainda o Intervalo de Confiança (IC). Os dados foram analisados considerando as macrorregiões brasileiras, situação urbano/rural, sexo, idade, escolaridade, etnia e renda per capita. O estudo dispensa aprovação em Comitê de Ética em Pesquisa por utilizar dados secundários. Resultados: O indicador de vítimas de violência sexual foi 5,9% (IC= 5,6-6,2), com maior proporção na região Norte (6,2%; IC= 5,6-6,8), com o desfecho mais prevalente nos centros urbanos (6,2%; IC= 5,8-6,5), na população feminina (8,9%; IC= 8,4-9,3), faixa etária entre 18 a 29 anos (7,2%; IC= 6,5-7,9), na população autodeclarada preta (6,6%; IC= 5,8-7,5), com superior completo (7,1%; IC= 6,4-7,9) e que recebiam até meio salário mínimo (6,7%; IC=6,1-7,3). Conclusão: Conclui-se que o perfil sociodemográfico de pessoas que mais sofreram violência sexual são pessoas que moram na região norte do Brasil, nos centros urbanos, do sexo feminino, adultos jovens, pretos, com alta escolaridade e baixa remuneração, apontando tais indicadores como norte para guiar estratégias de combate à violência sexual.