
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS RESIDENTES À COMISSÃO DE TRATAMENTO DA DOR DE UM HOSPITAL DE TRAUMA
Relatoria:
Maria Necivania Sousa da Silva
Autores:
- Maria Beatriz Nunes de Carvalho
- Pedro Luiz Pereira Sales
- Francisca Luana Gomes Teixeira
- Elieldo Ferreira de Sousa
- Lívia Kelly da Silva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: No Brasil, o trauma representa um dos principais desafios de saúde pública, com elevado número de casos de politraumatismo de diferentes complexidades, resultando em dor aguda. Diante da presença da dor, é crucial avaliar sua intensidade e agir prontamente para manejar essa queixa, que varia de pessoa a pessoa. Enquanto a dor é frequentemente discutida na literatura relacionada a pacientes oncológicos e paliativos, há menos ênfase na dor do paciente politraumatizado, a qual deve ser gerida de maneira contínua e abrangente por uma equipe multiprofissional especializada desde sua admissão em um centro de referência. OBJETIVO: Relatar a experiência de Enfermeiros Residentes (ER) quanto a percepção sobre a Comissão de Tratamento da Dor (CTdor) de um hospital de trauma. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, vivido por três ER vinculados à RM de Urgência e Emergência, desenvolvida na cidade de Fortaleza - Ceará durante o percurso na CTdor de um hospital terciário de trauma. O período do estudo foi de 1 à 15 de julho de 2024, onde os ER atuaram de forma multidisciplinar perpassando por toda complexidade que envolve o manejo da dor. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Durante a residência os ER perpassam por diversas comissões no hospital, dentre essas comissões existe a CTdor, composta por uma equipe multiprofissional que atua exclusivamente no tratamento da dor dos pacientes. A comissão desempenha suas atividades por meio de solicitações de pareceres. Diariamente esses pareceres são analisados, realiza-se uma reunião com os membros da equipe onde se discute todas as particularidades de cada caso, após é realizada uma visita a cada paciente que é acompanhado, onde é feita uma anamnese e exame físico criteriosos e aplicadas escalas de dor. Ao retornar das visitas à uma nova reunião para tomada de decisão de cada caso, dentre as condutas que podem ser obtidas tem-se desde a intensificação de analgesia de forma multimodal à realização de bloqueios, inserção de cateteres perineurais, neurólises, iniciação de bombas de infusão contínua com analgesia controlada pelo paciente, entre outros. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Durante o percurso na CTdor os ER puderam ver como a dor repercute no prognóstico dos pacientes e de como seu manejo de forma multidisciplinar pode auxiliar de forma considerável na sua recuperação. Além disso, conhecer todas as especificidades que envolvem a dor ajudará os ER em suas experiências profissionais futuras.