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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ANÁLISE DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMEIROS DE ESF VOLTADA PARA MULHERES TRANSGÊNERO NA REGIÃO SUL BRASILEIRA
Relatoria:
Cecília Conceição Viana
Autores:
  • João Gabriel Alves Da Luz
  • Pedro Vitor Rocha Vila Nova
  • Eliã Pinheiro Botelho
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: As mulheres transgênero são grandemente afetadas pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) com a Estratégia da Saúde da Família (ESF) exercendo papel preponderante para mudar esse cenário epidemiológico. Na ESF, o enfermeiro(a) é o profissional com maior contato com pacientes, porém há uma escassez de estudo quanto ao seu trabalho na luta contra as IST entre as mulheres transgênero (Chagas, 2022). Objetivo: Analisar o trabalho de enfermeiros (as) de ESF da região Sul voltado ao combate do HIV entre mulheres transgênero. Método: Trata-se de um estudo transversal, com abordagem quantitativa, parte do macroprojeto nacional “Fatores associados ao trabalho do enfermeiro da Estratégia de Saúde da Família na prevenção das infecções sexualmente transmissíveis em mulheres transgênero”. Um formulário com questões de caracterização profissional, o atendimento as mulheres transgênero e no combate ao HIV foi enviado por um link via WhatsApp. As análises dos dados se deram por estatística descritiva e os resultados mostrados por frequência absoluta (n) e relativa (%). Resultados: Participaram do estudo 52 enfermeiros (as) da Região Sul, 90% dos enfermeiros (as) foram do gênero feminino, 52,5% ganhavam abaixo de 5 salários-mínimos, 90% tinham pós-graduação lato sensu e 22,5% stricto, 67,5% relataram que não havia protocolo de prestação de cuidados em suas unidades e 72,5% não foram capacitados para o atendimento dessas pacientes. Porém, 76,9% disseram prestar atendimentos voltados para a prevenção, diagnóstico e combate de IST às pacientes. Desses, todos disseram que aconselhavam sobre o uso da PrEP e PEP e solicitavam os testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, 95% orientavam as mulheres transgênero positivas de alguma IST a trazerem os parceiros (as) para se testarem e se tratarem na unidade. Sobre dispensador de preservativos ao público, 97,5% das unidades possuíam e 92,5% não realizou atendimento a essas mulheres vítimas de violência sexual. Sobre os testes realizados nessas pacientes no último ano, 55% não tinham noção do quantitativo na unidade. Considerações finais: Mesmo sem terem sido treinados, a maioria dos enfermeiros (as) de ESF do Sul mostraram prestar atendimento às mulheres transgênero voltado ao combate ao HIV. Porém, muitos desconheciam essa população e o quantitativo de mulheres testadas. Nossos resultados sugerem a necessidade de se ampliar os indicadores de saúde, o estabelecimento de protocolo e de educação continuada.