
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA E A RESPONSABILIDADE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Relatoria:
Ester da Silva Tavares
Autores:
- Ana Luzia Medeiros Araújo da Silva
- Anna Beatriz Camelo Araújo Lins
- Beatriz Camila de Andrade Freire
- Larissa Gomes Freire
- Katarine Kellin Silva Leite
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A gravidez durante a adolescência vem se apresentando cada vez mais acentuada durante o século XXI, trazendo consigo não apenas problemas de cunho social e econômicos para população, mas principalmente um problema de saúde pública. Isso se dá, em parte, devido à falta de informação do público alvo e acesso deficiente a serviços de saúde. Nesse sentido, a APS está diretamente ligada à educação em saúde desses adolescentes para auxiliar no planejamento de estratégias para que esses indivíduos frequentem esses espaços. Objetivo: Compreender a responsabilidade da atenção primária à saúde frente a educação sexual e prevenção da gravidez na adolescência. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados SCIELO, BDENF, LILACS aplicando os descritores “Educação sexual”, “Gravidez na adolescência” e “Atenção primária à saúde” utilizando o operador booleano “AND”. Foram selecionados textos com idiomas, inglês, português e espanhol, entre 2014 e 2024 que estavam disponíveis na íntegra, foram excluídos duplicatas e outras revisões integrativas, inicialmente foram encontrados 67 artigos, após critérios de inclusão permaneceram 26, após aplicados os critérios de exclusão permaneceram 8 artigos formando assim a amostra final. Resultados: É importante salientar, que nos estudos foi mostrado as dificuldades em que as escolas, os pais e a APS tem em fornecer as orientações devidas sobre educação sexual por crenças socioculturais de que um diálogo passe a incentivar a vida sexual precoce, esquecendo da realidade já imposta da última década que consiste em adolescentes com vida sexual ativa precocemente. Outra observação é que, quando existe um diálogo seja no PSE ou em consultas individuais na APS, as informações são vagas e as pacientes têm dúvidas acerca do método contraceptivo a ser utilizado. Dessa forma, há uma fragilidade acerca desses adolescentes, tanto emocional como financeiramente. Considerações finais: Identificou-se uma vulnerabilidade acentuada em informações e diálogo de qualidade satisfatória para o público alvo, conclui-se também que temos poucos periódicos e artigos referentes ao assunto mesmo esse sendo de grande importância e impacto para a saúde pública, trazendo um déficit de informações e apoio teórico para os profissionais de saúde atuar na APS. Logo, observa-se a necessidade de treinamento e capacitação desses profissionais que estão mais próximos e que são responsáveis pela população adscrita.