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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
MORTALIDADE POR CAUSAS MÚLTIPLAS ASSOCIADAS À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA NO PIAUÍ ENTRE 2013 E 2022
Relatoria:
Lairton Batista de Oliveira
Autores:
  • Luciana Karine de Abreu Oliveira
  • Pallysson Paulo da Silva
  • Francisco Gilberto Fernandes Pereira
  • Telma Maria Evangelista de Araújo
  • Lívia Carvalho Pereira
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A Parada Cardiorrespiratória (PCR) é conceituada como a interrupção abrupta da função cardíaca, confirmada por sinais de irresponsividade, como a ausência de pulso e respiração ou presença de gasping. Esse agravo pode ser o desfecho de diversas condições clínicas ou traumáticas que variam conforme a idade do paciente e o local de ocorrência. Assim, este estudo buscou evidenciar informações que elucidam as causas de morte por PCR no Piauí e, com isso, fornecer subsídios teóricos para a melhoria da saúde dessa população, podendo também aumentar as taxas de reversibilidade, uma vez conhecidas as condições mais associadas a esse evento. OBJETIVO: Descrever a mortalidade por causas múltiplas associadas à PCR no Piauí, entre 2013 e 2022. MÉTODO: Estudo descritivo de série temporal, realizado a partir de dados obtidos do Sistema de Informação sobre Mortalidade, disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Verificou-se um conjunto de informações de todas as Declarações de Óbitos (DO) registradas no estado do Piauí, no período de 2013 a 2022, em indivíduos com idade >= 20 anos. Foram consideradas todas as DO que mencionaram a PCR em qualquer linha nas partes I e II, utilizando os códigos I46 (Parada cardíaca), I46.0 (Parada cardíaca com ressuscitação bem sucedida), I46.1 (Morte súbita cardíaca) e I46.9 (Parada cardíaca não especificada). Os dados foram extraídos por meio do Tab for Windows® (TABWIN), versão 4.15, e analisados utilizando-se o Microsoft Office Excel®, versão 16.0. RESULTADOS: Dos 6.254 óbitos identificados, foram mais acometidos a população masculina (56,1%), com 60 anos ou mais (75,6%), casados (41,4%) e pardos (71,4%). O ambiente fora das unidades de saúde foi o predominante (58,9%). A principal causa de morte associada à PCR foram as doenças do aparelho circulatório (64,9%). A taxa de mortalidade associada à PCR em 2013 era de 62,4 óbitos/100.000 habitantes nas pessoas com 60 anos ou mais, e atingiu seu ápice em 2021, com 200,7/100.000 habitantes, um crescimento de 221,6%. Em 2022, apresentou uma redução para 142,9/100.000 habitantes, com decréscimo de 28,8%. CONCLUSÃO: O aumento de casos de PCR ao longo dos últimos anos no estado do Piauí ressalta a importância de compreender a sequência de eventos que levam a esses óbitos, assim como a necessidade da implantação e implementação de estratégias de ensino de reanimação cardiopulmonar, tanto para profissionais da saúde quanto para leigos.