
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
UTILIZAÇÃO DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES POR ENFERMEIROS
Relatoria:
Vitória Dias
Autores:
- Elizabeth Bernardino
- Louise Bueno Lelli Tominaga
- Camila Rorato
- Debora Carolina Rodrigues da Silva
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O aumento de pacientes com múltiplas comorbidades é um desafio para os serviços de saúde, ainda mais após a pandemia de COVID-19. Dentre as estratégias usadas para proporcionar conforto, acolhimento e melhorar as respostas dos pacientes aos tratamentos, uma das mais eficientes são as práticas integrativas. O Ministério da Saúde reconheceu, em 2006, a importância das práticas integrativas quando lançou uma política específica. Esta, define práticas integrativas e complementares como um conjunto de práticas baseadas em teorias e experiências de diferentes culturas, para a prevenção, promoção e recuperação da saúde. No Brasil, a Enfermagem foi pioneira ao adotá-las como ferramenta de intervenção, tendo a Resolução COFEN nº 581 de 2018 legitimando esta prática como especialidade de Enfermagem. Objetivo: Reconhecer como os enfermeiros têm utilizado as PICS nos últimos 5 anos. Método: Trata-se de uma revisão integrativa realizada nas bases de dados EMBASE; MEDLINE/PUBMED; LILACS; WEB OF SCIENCE e CINAHL, de dezembro de 2023 a fevereiro de 2024, por meio dos descritores “Enfermagem; Enfermeiro; Enfermeiros; Terapias Complementares e seus sinônimos”. Resultados e discussão: encontraram-se 535 artigos, que seguidos da triagem, resultaram em 14 que atenderam os critérios de inclusão. Os resultados apontam três categorias: 1) Percepções dos pacientes em relação às práticas integrativas, 2) Benefícios das práticas integrativas e complementares na enfermagem, 3) O uso das práticas integrativas por enfermeiros. Na categoria um as Práticas evidenciaram uma maior valorização do autocuidado e desmistificação da doença, além de serem fator de alívio do desconforto físico e emocional. Na segunda categoria os estudos convergem quanto ao profissional poder atuar de maneira autônoma, qualificando a assistência e diminuindo custos para a saúde. Já na última é evidente que o enfermeiro tem uma função central na implementação das terapias complementares, entretanto a formação para tal ainda é insuficiente. Dentre as práticas mais mencionadas, as principais foram auriculoterapia, reiki e acupuntura, que demonstraram potencial para estimular a adesão ao tratamento. Considerações finais: Os estudos acerca do uso de práticas integrativas e complementares por enfermeiros, evidenciaram que esta categoria tem condição técnica-científica para utilizá-las, apoiando os pacientes em suas necessidades, ao passo que contribui para a continuidade do cuidado.