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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
A ENFERMAGEM E A COBERTURA VACINAL CONTRA INFLUENZA EM GESTANTES BRASILEIRAS
Relatoria:
Camilla Stephane Oliveira SIlva
Autores:
  • Tamara Lopes Terto
  • Thales Philipe Rodrigues da Silva
  • Giovanna Araújo Teixeira da Costa
  • Maria Eduarda Viana Oliveira
  • Fernanda Penido Matozinhos
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A influenza é uma doença sazonal causada pelo vírus Influenza A, B ou C que ocorre especificamente nos meses de maio a junho no hemisfério sul. As formas A e B são as de maiores preocupações para a saúde pública brasileira, pois são formas de alta virulência que podem gerar doenças respiratórias graves e até a morte. A contaminação se dá pelo contato com gotículas respiratórias contaminadas e por contato indireto com secreções respiratórias. Diante disso, as gestantes são consideradas grupo de risco a influenza, uma vez que em decorrência da gravidez, o sistema fisiológico passa por grandes alterações imunológicas, metabólicas, endócrinas e vasculares. Assim, a Organização Mundial da Saúde recomenda que todas as gestantes se vacinem contra a influenza, independente da idade gestacional. Objetivo: Diante do exposto, este estudo tem como objetivo, analisar a cobertura vacinal contra influenza em gestantes no estado de Minas Gerais, no período de 2010 a 2020. Metodologia: É um estudo ecológico, de série temporal, realizado com dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), referentes aos registros de doses da vacina contra influenza em gestantes no período de 2010 a 2020, no estado de Minas Gerais, Brasil. O ano de 2021 não foi analisado em decorrência de não possuir dados disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde — DATASUS. Resultados: Os resultados evidenciaram que a cobertura vacinal adequada foi alcançada em 4 dos 11 anos estudados e variou de 49,75% em 2011 a 88,5% em 2015. Já no ano de 2020 foi alcançado 80,82% da cobertura vacinal esperada. Os possíveis determinantes da baixa cobertura vacinal são discutidos em uma perspectiva ampliada, que pode subsidiar planejamento de ações em todo o país. Conclusão: Por fim, o estudo evidenciou a baixa cobertura vacinal na região sudeste e a tendência estacionária da CV no período em questão analisado. Diante disso, o enfermeiro responsável pelo cuidado em saúde da população, deve durante as consultas de pré-natal juntamente da equipe de estratégia da saúde da família (ESF), utilizar do seu papel como educador em saúde e não apenas de prestador de cuidados práticos em saúde, como estratégia para o aumento da cobertura vacinal, reforçando a importância da vacinação, os benefícios para a gestante em se vacinar durante as consultas do pré-natal. Assim, o enfermeiro é capaz de potencializar e promover o aumento da cobertura vacinal.