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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL DA TUBERCULOSE NA POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE: UMA REVISÃO DE ESCOPO
Relatoria:
ADRIANA RAQUEL NUNES DE SOUZA
Autores:
  • Amélia Nunes Sicsu
  • Felipe Artur Gomes de Assis
  • Flavia Maia Trindade
  • Tifanny de Albuquerque Ribeiro
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 2: Ética, política e o poder econômico do cuidado
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução:A tuberculose (TB) se insere como uma doença endêmica nos ambientes prisionais, pelas condições e situações de confinamento, superlotação, insalubridade e dificuldades estruturais, além da precarização na oferta de recursos humanos e nos processos administrativos, políticos e judiciários, que dificultam a articulação com o sistema de saúde. Sabe-se que a população privada de liberdade (PPL) apresenta risco 28 vezes maior de desenvolver TB quando comparada à população geral, mostrando que o processo de encarceramento tornam esses indivíduos mais vulneráveis ao adoecimento, que está intimamente relacionado às iniquidades sociais e de saúde.Objetivo: Mapear o perfil da tuberculose entre a população privada de liberdade. Método: Trata-se de uma revisão de escopo, que será direcionada de acordo com a metodologia Joanna Briggs Institute. A delimitação do estudo seguiu a estratégia mnemônica: PCC - População -pessoas com Tuberculose, Conceito– privados de liberdade, e Contexto – cenário brasileiro. Estabeleceu-se a seguinte pergunta de pesquisa: Qual o perfil da TB entre as PPL no Brasil? Foram incluídos documentos nos idiomas português, inglês e espanhol, no período de 2014 a 2023. A pesquisa realizou-se no período de maio a junho de 2024, em fontes de informação de interesse via Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, considerando os descritores: prisioneiros, tuberculose e populações vulneráveis.Resultados: Foram selecionados 25 artigos para análise. Os resultados mostraram que a TB na PPL é maior na população masculina. Na maioria dos artigos (80%), foi relatado que a PPL com TB é composta por: homens, pardos e negros, com baixa escolaridade. Em cinco artigos (20%) os homens brancos foram a maioria, porém todos esses estudos realizaram-se no estado do Rio Grande do Sul.Considerações finais: A TB apresenta uma maior prevalência entre homens privados de liberdade, em particular entre aqueles de cor parda ou negra e com baixo nível educacional, e que há variações regionais específicas na demografia dos afetados. Além disso, a taxa de cura entre a PPL parece ser superior à população geral. Nesse sentido, a saúde das PPL requer uma abordagem multidimensional que envolva melhorias nas condições de vida, acesso adequado aos serviços de saúde e educação. Somente através de um esforço conjunto, será possível mitigar os riscos e proporcionar um atendimento de saúde equânime e eficaz, especialmente no combate à TB.