
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
APLICAÇÃO DA ESCALA HUMPTY DUMPTY EM CRIANÇAS SUBMETIDAS À CIRURGIA PEDIÁTRICA
Relatoria:
ALANA GONÇALVES XAVIER
Autores:
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: O ambiente hospitalar é repleto de restrições e condutas realizadas por desconhecidos, que podem contribuir para ocorrência de eventos adversos (infecções, lesões de pele, erros de medicação e quedas). Nessa perspectiva, a implementação de estratégias de prevenção, baseadas na avaliação de risco, deve preceder a avaliação individual de cada criança e sua família, por meio da aplicação de instrumentos específicos para avaliar o risco de queda em crianças e adolescentes. Destaca-se The Humpty Dumpty Fall Scale (HDFS) que busca avaliar parâmetros como: idade; sexo; diagnóstico; deficiências cognitivas; fatores ambientais; resposta à cirurgia/sedação e anestesia; e uso de medicação. Para cada parâmetro, as respostas podem variar entre 1 e 4 pontos. O escore total, composto da soma dos itens avaliados, varia de 7 a 23 pontos, em que pontuações <12 indicam baixo risco e >=12 classificam a criança ou o adolescente como de alto risco para queda. A recomendação é que a HDFS seja na admissão, diariamente e todas as vezes em que houver mudanças na complexidade do cuidado. Objetivo: Relatar a experiência da aplicação da Escala Humpty Dumpty em crianças submetidas à cirurgia pediátrica. Metodologia: Trata-se de estudo descritivo do tipo relato de experiência, desenvolvido em um hospital universitário na Paraíba, com crianças internadas na clínica cirúrgica. Resultados: A aplicação do instrumento permite avaliar e prevenir a ocorrência de incidentes e danos gerados pelas quedas, além de contribuir para a obtenção de indicadores que refletem a qualidade da assistência, além de fornecer respaldo ao cuidado de enfermagem. Com a aplicação do instrumento verificou-se que quanto mais uso de dispositivos para alimentação, eliminação e oxigenoterapia, maior o risco de queda, quanto maior a necessidade de verificação de sinais vitais e medicamentos maior o risco de queda. Conclusão: A criança submetida a procedimento cirúrgico é propensa a ocorrência de quedas, visto que está exposta a dispositivos, medicamentos anestésicos e analgésicos que podem alterar sua percepção cognitiva, além do próprio ambiente estranho favorecer um incidente. A prevenção da ocorrência de quedas é relevante, visto que reduz a incidência do dano, bem como diminui o tempo de internação e dos custos decorrentes desse tipo de evento adverso.