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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
CUIDADOS DE ENFERMAGEM E A SEGURANÇA DO PACIENTE EM TERAPIA TRANSFUSIONAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Kaio Givanilson Marques de Oliveira
Autores:
  • Antonio Aglailton Oliveira Silva
  • Ana Caroline da Silva Estácio
  • Elias Afonso André Miguel
  • Dariane Verissimo de Araújo
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: a Terapia Transfusional (TT) é caracterizada como método terapêutico de reposição efetiva do sangue, indicada para o manejo de doenças hematológicas, traumas ou intervenções cirúrgicas. Os procedimentos da TT envolvem riscos à saúde, como reações hemolíticas agudas e transmissão de doenças, que podem comprometer a Segurança do Paciente (SP). Nesse contexto, a equipe de enfermagem é responsável por garantir a SP e a qualidade da transfusão. Objetivo: descrever a experiência da implementação dos cuidados de enfermagem, relacionados à segurança do paciente na instalação da terapia transfusional. Método: trata-se de estudo descritivo, tipo relato de experiência vivenciada na clínica cirúrgica de complexo hospitalar universitário, no município de Fortaleza-CE, durante o estágio supervisionado da disciplina de “Processo de Cuidar na Saúde do Adulto” no mês junho de 2023. Foram realizados os cuidados de enfermagem na instalação da TT, concentrado de hemácias (CH), conforme protocolo hemoterapêutico da instituição, nas etapas: antes, durante e após a instalação transfusional e anotações em diário de campo. Resultados: após a requisição da transfusão de CH, percebeu-se a reorganização da equipe de enfermagem para recepcionar e instalar o hemocomponente, gerenciada pelo enfermeiro que, realizou o planejamento, execução e monitoramento do procedimento. Na pré-transfusão, observou-se a coleta dos testes pré-transfusionais, e realizado acesso venoso exclusivo, orientação dos familiares, coleta e recepção da bolsa de CH. Os cuidados foram à dupla checagem do rótulo e equipo de câmara dupla, como também das identificações do paciente (nome, data de nascimento, filiação e pulseira de hemovigilância). Durante a transfusão, iniciou-se o gotejamento lento durante 15 minutos e o registro dos sinais vitais, o monitoramento do paciente é priorizado, entretanto, evidenciou-se baixo conhecimento dos técnicos de enfermagem sobre reações adversas da transfusão. No pós-transfusão, destacou-se o registro, coleta pós-transfusional e o monitoramento de eventos tardios. Considerações finais: é possível inferir que a participação ativa da equipe de enfermagem no processo de hemoterapia, minimiza riscos de reações adversas e incidentes transfusionais e fortalece a SP. No entanto, torna-se evidente a necessidade contínua de treinamentos específicos em hemoterapia mediados por simulação realística e a elaboração de instrumentos que assegurem a SP e a prática de enfermagem.