
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANÁLISE DOS DIAGNÓSTICOS HISTOPATOLÓGICOS DAS NEOPLASIAS INTRAEPITELIAIS CERVICAIS POR FAIXA ETÁRIA NO PARÁ
Relatoria:
LEONARDO DE PAULA VIEIRA MARTINEZ
Autores:
- Marília Pereira da Silva
- Jéssica Bolsanello
- Amanda Monteiro Veloso
- Lucas Bittencourt Dantas
- Rosiane Luz Cavalcante
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O câncer de colo do útero figura como a primeira causa de morte, e segundo tipo de câncer com maior incidência na região Norte do Brasil, e conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Políticas públicas de rastreamento de possíveis alterações no órgão intensificaram-se em todo o território nacional, objetivando o rastreio, seguimento e tratamento de pessoas com útero, que possam desenvolver formas deste agravo em saúde. Logo, o exame histopatológico emerge como a forma de investigação após exames citológicos alterados, com objetivo de fornecer maiores informações a respeito desse tipo de lesão. Objetivo: Analisar a frequência dos diagnósticos histopatológicos de neoplasias intraepiteliais cervicais de baixo, moderado e alto grau conforme as faixas etárias no Estado do Pará. Métodos: Foi realizada uma análise epidemiológica descritiva utilizando a base de dados oficial do Ministério da Saúde (MS), o Sistema de Informação do Câncer (SISCAN), referente ao período de 2019 a 2023, com foco nos resultados histopatológicos NIC 1, 2 E 3 de acordo com as faixas etárias. Resultados: Durante o período analisado, foram diagnosticadas 2.775 mulheres com Neoplasias Intraepiteliais Cervicais (NIC). Os resultados mostraram que a maioria dos casos correspondia a lesões de baixo grau (NIC 1), totalizando 1.225 casos (44,1%), seguidos por lesões de alto grau (NIC 3) com 968 casos (34,9%), e lesões de grau moderado (NIC 2) com 582 casos (21,0%). Nos diagnósticos de NIC 1, a distribuição percentual conforme as faixas etárias foram: até 24 anos (6,0%); 25 a 34 (21,0%); 35 a 44 (29,0%); 45 a 54 (24,1%); 55 a 64 (14,4%); acima de 65 anos (5,1%); e idade ignorada (0,4%). Para NIC 2, foi: até 24 anos (5,0%); 25 a 34 (25,8%); 35 a 44 (29,6%); 45 a 54 (18,9%); 55 a 64 (14,1%); acima de 65 anos (6,0%); e idade ignorada (0,7%). Já para NIC 3, os percentuais foram: até 24 anos (2,4%); 25 a 34 (24,0%); 35 a 44 (34,5%); 45 a 54 (20,4%); 55 a 64 (14,0%); acima de 65 anos (4,8%); e idade ignorada (0,0%). Conclusão: Os maiores percentuais de diagnósticos de lesões precursoras do câncer de colo do útero, independente do grau, ocorreram na faixa etária de 35 a 44 anos, com uma diminuição progressiva desses diagnósticos conforme as faixas etárias aumentavam. Esses resultados estão em conformidade com as recomendações do Ministério da Saúde presentes nas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero.