
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E DEPRESSÃO PÓS-PARTO
Relatoria:
Cammila Costa Bezerra
Autores:
- Fernanda Morais Ribeiro
- Lúcia Carolinne do Nascimento Bispo
- Pâmela Pereira Lima
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A violência obstétrica é uma violação dos direitos da mulher durante o pré-parto, parto e pós-parto, envolvendo práticas desumanizadas, invasivas, e falta de consentimento. Isso pode incluir desde procedimentos dolorosos sem informação adequada até violência verbal e psicológica. Assim, todas as gestantes necessitam de suporte para superar os novos desafios que podem surgir no seu período gestacional, dentre eles, a depressão puerperal. Objetivo: Analisar na literatura os cuidados de enfermagem em vítimas de violência obstétrica e depressão pós-parto. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, na qual foi utilizada o método do acrômio “PICo” (População, Interesse e Contexto) para formulação do questionamento: “Quais são os cuidados de enfermagem em pacientes que sofrem violência obstétrica e depressão pós-parto?” e da estratégia de busca nas bases MEDLINE (Via PubMed), LILACS e BDENF (via BVS). A busca bibliográfica aconteceu em julho de 2024, com os descritores controlados, de cada base, e palavras-chaves da temática. Em seguida, foram incluídos estudos primários, que respondiam à questão norteadora, publicados até 25 de julho de 2024, sem restrição de idioma. Os critérios de exclusão foram: estudos duplicados, teses, dissertações e editoriais. Com isso, foram encontrados 59 estudos, dos quais 10 foram selecionados para compor a amostra final. Resultados: A enfermagem possui um papel de suma importância no fortalecimento do vínculo com a gestante durante o pré-natal. A assistência deve incluir não apenas o monitoramento da saúde física, mas também educar e empoderar a gestante para tomar decisões informadas sobre o parto, destacando que todo tipo de parto, seja natural ou com intervenções médicas, deve ser conduzido de forma humanizada, respeitando a autonomia da mulher e suas decisões sobre o processo de parir. Uma vez que a depressão pós-parto é uma preocupação significativa para a saúde materna, com impactos que podem persistir até o segundo ano após o parto, provocando alterações emocionais, cognitivas, comportamentais e físicas, classificando-se como um transtorno mental de alta prevalência. Portanto, a atuação do enfermeiro é crucial na detecção precoce, acompanhamento e intervenção para minimizar as complicações associadas. Considerações Finais: Logo, evidencia-se a necessidade de um cuidado que respeite a integridade física e emocional da mulher, promovendo uma experiência positiva durante o parto e pós-parto.