
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CUIDADO AMBULATORIAL DE ENFERMAGEM EM CRIANÇAS PORTADORAS DE TEA EM UMA ESCOLA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Anna Beatriz Camelo Araújo Lins
Autores:
- Ana Luzia Medeiros Araújo da Silva
- Katarine Kellin Silva Leite
- Rayanne de Fátima Porfiro da Silva
- Tamires Paula Gomes Medeiros
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta, dentre outros aspectos, o desenvolvimento sociocomunicativo e afetivo do portador. A atuação do enfermeiro no contexto ambulatorial escolar surge na perspectiva de realizar o monitoramento das patologias infecto contagiosas e assistência nos acidentes intra escolares, e sobretudo na criação de medidas que facilitem o cuidado do aluno com Transtorno do Espectro Autista, para que assim haja um cuidado holístico no meio. Objetivo: Relatar a experiência do cuidado de enfermagem no atendimento ambulatorial a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Método: Trata-se de um relato de experiência vivenciado em um ambulatório escolar na cidade de Campina Grande, Paraíba, Brasil, no período de janeiro de 2024 a junho de 2024 por uma aluna do sexto período de enfermagem sob a supervisão de uma enfermeira. Foram realizados atendimentos de aferição dos sinais vitais, administração de medicamentos, manejo da dor e curativos, atendendo, em média, 7 alunos portadores do transtorno. Resultados: A equipe de enfermagem era responsável por realizar cuidados gerais a possíveis acidentes escolares de maneira ágil e interativa e, ao atender crianças com TEA, foi possível evidenciar aspectos desafiadores, como a resistência ao toque quando foi necessário verificar temperatura, uso de compressas e avaliação dos sinais vitais. Além disso a repulsão para curativos simples e para a administração de medicação. Observou-se ao decorrer do tempo e com relação de confiança estabelecida, maior aceitação para cuidados simples de enfermagem, a partir da apresentação personalizada para cada paciente de acordo com as necessidades específicas. Com o tempo, foi possível evidenciar relações, afeto e segurança junto ao profissional, favorecendo uma participação ativa e cautelosa na assistência e possíveis cuidados. E despertando a necessidade de um olhar diferenciado a esses pacientes. Considerações Finais: A vivência com as crianças mostrou que a individualidade é comum a todos, cada criança possui necessidades específicas e que necessitam de cuidado. A necessidade de profissionais capacitados para lidar com o Autismo é comum a todos os espaços, foi possível evidenciar a importância do improviso e da apresentação do cuidado de forma lúdica e didática com essas crianças para que o atendimento pudesse ser realizado.