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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PREVALÊNCIA DE BAIXO PESO AO NASCER NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19 EM MUNICÍPIO FRONTEIRIÇO
Relatoria:
Tauane Bezerra da Silva
Autores:
  • Pilar Milla Oliveira
  • Maria Susana Barboza da Silva
  • Ana Caroline Magalhães Alencar
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A pandemia de COVID-19 suscitou preocupações sobre possíveis efeitos no peso ao nascer, pois observou-se variações no panorama do baixo peso ao nascer (BPN) em diferentes regiões do Brasil e em outros países durante a referida pandemia. Neste contexto, faz-se necessário pesquisar o comportamento desse desfecho em Cruzeiro do Sul no Acre. Objetivo: Analisar a prevalência e fatores associados ao baixo peso ao nascer em Cruzeiro do Sul-Acre no contexto da pandemia de COVID-19. Método: Estudo transversal com fonte de dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) do Brasil. A população foi composta por todos os nascidos vivos ocorrido no município de Cruzeiro do Sul, Acre, fronteira com o Peru, no período de 2018 a 2021, os critérios de exclusão foram, gemelares, pois os dados eram duplicados, peso ao nascer menor que 500g, idade gestacional ao nascer menor que 22 semanas e dados inconsistentes. A variável de desfecho foi baixo peso ao nascer (<2.500). A variável independente foi o ano de nascimento (2018, 2019, 2020, 2021). A razão de prevalência bruta foi calculada por meio da Regressão de Poisson. O nível de significância considerado foi <0,05. As análises estatísticas foram realizadas no Stata versão 17.0. Resultados: Um total de 11.770 recém-nascidos e suas mães fizeram parte do estudo. A maioria das crianças era do sexo masculino (52,61%) e apresentou Apgar no 1º e 5º minuto sem dificuldade na adaptação extrauterina, 95,54% 5 98,99, respectivamente, e nasceu com idade gestacional adequada 87%. A média do peso ao nascer foi de 3.227 gramas DP (±538,7), sendo que 7,24% apresentaram baixo peso ao nascer. Sobre a associação do baixo peso ao nascer e o período antes ou durante a pandemia não observou-se diferença nos anos de 2019 (RP 1,20 IC 0,99- 1,45), valor de P=0,051 e 2021 (RP 1,12 IC 0,92- 1,35), valor de P= 0,231, porém o ano de 2020 verificou-se uma maior prevalência de baixo peso ao nascer (RP 1,27 IC 1,05- 1,53), valor de P=0,013, destaca-se que o ano de 2018 foi o ano usado como referência. Considerações finais: A taxa de baixo peso ao nascer foi menor que a média nacional. Em 2020, a prevalência de recém-nascidos com baixo peso aumentou, coincidindo com o pico da pandemia, sugerindo uma influência negativa da crise sanitária. Essas descobertas são essenciais para orientar políticas de saúde, visando melhorar as condições de mães e bebês.