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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
QUALIDADE DA VIDA SEXUAL NA GESTAÇÃO DE RISCO HABITUAL: ESTUDO TRANSVERSAL
Relatoria:
Maria Lorhana Venâncio da Silva
Autores:
  • Emanuelly Vieira Pereira
  • Ana Virgínia de Melo
  • Paulo Cesar Delmondes Cordeiro
  • Luana Alves de Melo
  • Mara Danielly Barbosa de Souza
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO A qualidade de vida sexual (QVS) relaciona-se às características que permeiam a vida de uma pessoa, podendo ser entendida como a expressão de desejos, pensamentos, boa autoestima e a relação com a parceria sexual. As mudanças ocorridas na gestação podem influenciar na QVS. OBJETIVO Objetivou-se analisar a qualidade de vida sexual de mulheres grávidas na gestação de risco habitual. MÉTODO Trata-se de estudo transversal com abordagem quantitativa. A coleta de dados ocorreu de outubro de 2023 a janeiro de 2024 nos dias de consulta pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde de um município do interior do Ceará, Brasil. A população era composta por 240 gestantes. Foram abordadas no período de coleta de dados 51 mulheres. Dessas, 11 recusaram-se a participar e 16 foram excluídas por alto risco gestacional (n=12) e não ter parceria sexual (n=4), sendo a amostra 24 gestantes de risco habitual cadastradas e acompanhadas por sete equipes da Estratégia de Saúde da Família. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados formulário de caracterização sociodemográfica, obstétrica e afetivo-sexual e o Questionnaire on Sexual Quality of Life – Female (SQoL-F). Os dados foram analisados utilizando a estatística descritiva. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Regional do Cariri com parecer sob Nº 6.316.835 e CAAE N° 73462423.3.0000.5055. Predominaram na amostra mulheres com ensino médio completo (n=12; 50%), renda mensal de até um salário-mínimo (n=13; 54,17%), católicas (n=13; 54,17%), casadas (n=13; 54,17%), heterossexual e cisgênero (n=24; 100%), sem histórico de abortamento (21; 87,5%). A idade gestacional variou de 9s a 38s3d, sendo equipadas as IG de 14s (n=2; 8,33%), 26s2d (n=2; 8,33%) e 36s (n=2; 8,33%), predominou o segundo trimestre (n=15; 62,5%). Das 24 participantes do estudo 17 (78,83%) apresentaram escores entre 77 e 85 pontos caracterizando QVS boa, e 7(29,17%) apresentaram escores entre 53 e 72 pontos o que as categorizou com QVS média. Apesar da maioria das mulheres terem uma boa QVS, para algumas mulheres as alterações ocorridas na gestação podem ter impactado na vivência sexual. CONSIDERAÇÕES FINAIS Salienta-se a importância de ações de educação em sexualidade no cuidado pré-natal de modo a promover diálogo entre profissionais de saúde, pessoas gestantes e seus(as) parceiros(os) como estratégia para solucionar dúvidas e estimular adaptações às mudanças que impactam na QVS.