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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ESTRATÉGIAS PARA APLICAÇÃO DE INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO COGNITIVA EM PESSOAS IDOSAS
Relatoria:
MIDIAN PEREIRA DOS SANTOS
Autores:
  • ANNARELLY MORAIS MENDES
  • SABRYNA DOS SANTOS COSTA
  • ANA LARISSA GOMES MACHADO
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 3: Inovação, tecnologia e empreendedorismo nos processos de trabalho da Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A identificação precisa e precoce de declínios cognitivos torna-se cada vez mais premente, considerando o rápido envelhecimento populacional. Desse modo, aponta-se a necessidade de conhecer estratégias que ampliem e tornem a aplicação dos instrumentos de avaliação cognitiva mais práticos e eficazes, uma vez que a maioria dos tratamentos disponíveis demonstram-se mais satisfatórios nas fases iniciais dos processos demenciais. Objetivo: Identificar estratégias utilizadas para aplicar instrumentos que avaliam as funções cognitivas de pessoas idosas no contexto da Atenção Primária à Saúde. Método: Realizou-se revisão de escopo conduzida com base nas recomendações do Instituto Joanna Briggs e das diretrizes PRISMA-ScR. As bases de dados utilizadas foram: MEDLINE (PUBMED); SCOPUS, WEB OF SCIENCE, CINAHL, SCIELO e LILACS, com os descritores: Idoso/Aged; Doença de Alzheimer/Alzheimer Disease; Atenção Primária à Saúde/Primary Health Care; Testes de Estado Mental e Demência/ Mental Status and Dementia Tests e Teste Cognitivo/ Neuropsychological Tests. Resultados/ Discussão: Para análise e estruturação dos resultados, utilizou-se o instrumento PRISMA-ScR e obteve-se uma amostra final com 74 artigos. Dentre os instrumentos identificados, 64 utilizaram a entrevista como estratégia de aplicação, 06 utilizaram o tablet digital (teste autoadministrado) e 04 citaram o telefonema, e o tempo de aplicação variou de 5 a 17 minutos. Considera-se que os métodos utilizados nos estudos ainda não adotam largamente recursos digitais, mas se destacam pela sua praticidade, eficácia e o curto tempo de aplicação. Considerações finais: Conclui-se que o uso de métodos como o telefonema e os tablets digitais ainda são pouco explorados para avaliação cognitiva da pessoa idosa na atenção primária. Recomenda-se ampliar o acesso dos profissionais aos instrumentos de forma remota e capacitá-los para a aplicação na atenção primária, porta de entrada para as pessoas idosas e suas famílias. Além disso, deve-se estimular o desenvolvimento de tecnologias para o rastreio e detecção precoce de alterações cognitivas, com vistas a favorecer o cuidado integral à pessoa idosa.