
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
RESSIGNIFICAÇÃO DOS CUIDADOS PALIATIVOS EM PROL DO CONFORTO DO PACIENTE
Relatoria:
Letícia Gabriela Henrique Santana
Autores:
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Frente ao diagnóstico onde a doença ameaça a continuidade da vida, faz a inserção dos cuidados paliativos (CP) que visa trazer o máximo de conforto e minimização de dores ao paciente com a doença com geralmente rápida progressão ao fim da vida. Apesar de ter como premissa o conforto e bem-estar do paciente, muitas vezes há forte resistência na hora de decidir esse plano de cuidado tanto por parte do paciente como por parte da família, causando continuidade das dores, assistência generalista e custos que poderiam ser evitados. Objetivo: Discorrer a respeito da tardia implantação dos CP aos pacientes, tornando uma opção descartável acarretando momentos dolorosos aos envolvidos. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, utilizando as bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF. A critério de inclusão, foram utilizados artigos compreendidos entre os anos de 2019-2024, com acesso ao texto completo, no idioma português. Tendo como critérios de exclusão os artigos pagos e os que não correspondiam ao objetivo proposto. Ao final 3 artigos foram utilizados para essa revisão. Discussão: Entende-se que apesar do paciente estar com uma doença incurável e mais próximo da morte, é preciso trazer o maior conforto para o mesmo tornando possível bem-estar físico, social, psicológicos e espirituais e prevenção e alívio do sofrimento em questão. Entende-se que quando os CP são implementados desde o diagnóstico da doença faz com que esse percurso seja mais leve tanto para o paciente como para a família, já que esse cuidado envolve também o cuidado ao cuidador. Infelizmente, é observado que por parte do profissional ainda é prescrito quando o paciente já está em uma condição mais avançada, sendo a última opção, quando deveria ser implementado desde o diagnóstico, fazendo com que a família e o paciente se recusem a aceitar por acreditarem que estão desistindo da cura e esperando a morte por não ter mais outra saída, tornando essa fase marcada por incompreensão, sofrimento, intrigas e dores. Considerações finais: É preciso que haja educação permanente aos profissionais para que se tenha uma atualização sobre quando propor os CP para que seja mudado a ideia de ser o último recurso já que interfere no ponto de vista dos envolvidos, além disso é preciso esclarecer o paciente e seus familiares quanto ao que é e porque realizar, assim será possível a aceitação dessa conduta trazendo conforto à essa fase dos envolvidos.