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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
A RODA DE GESTANTES COMO INTERVENÇÃO EDUCATIVA SOBRE O TRABALHO DE PARTO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Rita de Cássia Azevedo Constantino
Autores:
  • Milena Thaísa Silva de Lima
  • Paloma Roberta Diniz
  • Luzineide de Souza Ferraz Rafael
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: O trabalho de parto marca profundamente a vida da mulher, envolvendo mudanças físicas e emocionais intensas, além de dúvidas frequentes. O papel crucial dos profissionais de enfermagem é evidente na assistência durante esse período, oferecendo esclarecimentos essenciais. As rodas de gestantes, coordenadas frequentemente por enfermeiros, complementam o pré-natal ao promover aprendizado, esclarecer dúvidas e facilitar a troca de experiências entre as gestantes. Objetivo: Relatar a vivência de uma roda de conversa com gestantes assistidas por uma Unidade de Saúde da Família (USF) sobre o trabalho de parto em uma intervenção educativa. Método:Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência desenvolvido através da interação dialógica de acadêmicas de enfermagem com o grupo de gestantes em uma USF, no município de Natal/RN, durante o período de estágio supervisionado I, em junho de 2024. A ação foi realizada através de roda de conversa focada no fortalecimento desse público sobre as fases do trabalho de parto, violência obstétrica e benefícios da hora ouro. Como estratégia didática foram utilizados materiais educativos como peças de crochê representando mamas e um boneco como bebê. Resultados: O momento foi promovido com intuito de sensibilizar as gestantes sobre as fases do trabalho de parto, métodos de reconhecimento da fase ativa, violência obstétrica (VO) e a hora ouro. Foi observado predominância de mulheres no final da gestação, multigestas, e com histórico de parto vaginal. Durante os diálogos, surgiram diversos relatos de falas abusivas, negligências e violência física vividas pelas gestantes, que até então não tinham reconhecido como VO por falta de conhecimento sobre seus direitos e considerarem algumas das práticas como comuns. Considerações finais: A intervenção destacou a importância do diálogo em grupos para promover o compartilhamento de experiências e a saúde durante o período gravídico-puerperal. Para mitigar a possibilidade de violência obstétrica, o pré-natal deve capacitar as mulheres a reconhecerem os sinais do próprio corpo e seus direitos. Grupos de gestantes oferecem um espaço de acolhimento e troca de conhecimentos, visando evitar práticas invasivas desnecessárias e promover um parto mais seguro e natural.