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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
HEMORRAGIA PÓS-PARTO ASSOCIADA A INTERVENÇÕES NO TRABALHO DE PARTO
Relatoria:
Vitória Gabriely Félix de Souza
Autores:
  • Bárbara Maria Silva Machado
  • Nathalya Anastacio dos Santos Silva
  • Viviane Maria Gomes de Araújo
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A hemorragia pós-parto (HPP) é a segunda causa de morte no Brasil. Atonia uterina ainda que seja a principal causa de HPP, não é uma causa isolada, para que seja prevenida a HPP, é necessário que haja o manejo correto no 3º estágio do trabalho de parto, tendo-se como base o uso de drogas uterotônicas, a tração controlada do cordão e a massagem uterina. OBJETIVO: Identificar a associação entre as intervenções durante o trabalho de parto e a ocorrência da HPP. MÉTODO: Trata-se de um estudo transversal do tipo descritivo, exploratório com abordagem quantitativa. A população do estudo foi composta por 85 mulheres atendidas na sala de parto da maternidade de uma instituição filantrópica no Recife. Foram incluídas as mulheres que apresentaram HPP na sala de parto, nas quais a assistência ao parto foi realizada dentro da instituição. Essa pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética e Pesquisa com Seres Humanos do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira e aceita sob o CAAE: 70324523.4.0000.520. RESULTADOS: Em relação ao processo de indução do parto foi visto que (61,17%), passaram por esse processo e que (64,70%) fizeram uso de uterotônico para acelerar o trabalho de parto, em relação a dequitação da placenta e contato pele a pele, a maioria das mulheres que tiveram HPP, tiveram a placenta dequitada por tração controlada do cordão, ao contato pele a pele (64,70%) das mulheres não tiveram esse contato durante o nascimento. DISCUSSÃO: Os fármacos mais comuns nos casos de indução são misoprostol e a ocitocina isolada. A ocitocina endovenosa é um dos principais medicamentos potencialmente perigosos de uso intra-hospitalar, podendo provocar o descolamento prematuro da placenta, aumentar o risco de rotura do útero placentário e levar à taquissistolia. Consoante a literatura, existe uma associação entre HPP e não amamentação na primeira hora de vida, como também, a falta de contato pele a pele e ausência do estímulo das puérperas a amamentarem na primeira hora de vida são fatores que elevam o risco da HPP. CONCLUSÃO: O uso de ocitocina no trabalho de parto foi um ponto marcante, a maioria das mulheres que tiveram HPP passaram pelo processo de parto induzido ou conduzido, em relação a causa da HPP a maioria foi por atonia, o que pode ser decorrente ao uso do uterotônico durante o trabalho de parto, bem como a diminuição das intervenções no processo do trabalho de parto principalmente as farmacológicas a fim de diminuir desfechos negativos.