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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
EPIDEMIOLOGIA DA DENGUE NO BRASIL: RETRATO DE 2014 A 2022
Relatoria:
Byanca Santana Sousa
Autores:
  • Beatriz Evellyn da Silva
  • Karen Albuquerque da Silva
  • Vitória Moreira de Mello
  • Sheila Maria de Almeida Carvalho
  • João Marcos Santos Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A Dengue, enfermidade reemergente, constitui-se hoje a mais importante arbovirose humana transmitida pela picada de fêmeas de mosquitos do gênero Aedes, sobretudo da espécie Aedes aegypti. podendo apresentar formas clínicas variáveis como, dor abdominal, vômitos persistentes, acúmulos de líquidos, hipotensão postural, hepatomegalias, sangramento de mucosa, letargia, dentre outros sintomas. Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico dos casos de Dengue no Brasil, entre 2014 e 2022. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico, de natureza quantitativa e caráter descritivo. A pesquisa foi realizada no Sistema de Notificação de Agravos Notificáveis (SINAN) na plataforma do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram utilizados dados secundários sobre a doença no Brasil de 2014 a 2022, analisadas as variáveis: CID-10, escolaridade, sexo, faixa etária, raça, evolução e região de residência . Para tanto, foi realizada a descrição por meio de frequência absoluta e relativa. Este tipo de estudo dispensa aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, por se tratar de dados de domínio público. Resultados: Neste período, no Brasil, foram notificados 8.754.059 casos de dengue. Em relação ao sexo, a população feminina prevaleceu com 55,2%(N= 4.831.306) comparado ao sexo masculino que obteve 44,8%(N= 3.909.649). Inerente à faixa-etária, as que mais obtiveram registros foram, respectivamente, 20-39 37,6%(N= 3.289.505) e 40-59 com 25,8%(N= 2.263.448). Quanto à raça, as taxas foram aproximadas entre a branca com 32,7%(N= 2.866.452) e Parda com 32,3%(N= 2.830.516). No tocante à escolaridade, constatou-se que indivíduos com ensino médio completo foram os mais acometidos com 12,5%(N= 1.095.051), no entanto, a maioria 54,9%(N= 4.809.307) foram ignorados/registrados em branco quanto a essa variável. Frente às regiões, o Sudeste ocupa-se em primeiro com 49,2%(N= 4.311.074). No que concerne à evolução, 75,5%(N=6.613.209) obtiveram cura, já 0,06%(N= 5.416) foram a óbito. Conclusão: O Brasil apresentou uma frequência alarmante de casos de Dengue, principalmente em mulheres, jovens e adultos, com ensino médio completo, concentrados na região sudeste. Não obstante, embora apresente alta morbidade, possui baixa mortalidade no recorte temporal de 2014 a 2022. Salienta-se uma grande frequência de notificações incompletas. Ressalta-se a importância da vigilância recorrente da doença e preenchimento fidedigno das fichas de notificação.