
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
DIALOGANDO SOBRE FATORES DE RISCO CARDIOVASCULARES MODIFICÁVEIS COM ADOLESCENTES ESCOLARES
Relatoria:
Luana Carvalho Leite
Autores:
- Letícia Reginna de Souza Lima
- Luenda Pereira Bazante
- Marília Juliane Pedrosa Gurgel
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, as doenças cardiovasculares (DCV) foram responsáveis por mais de três quartos dos óbitos ocorridos nos últimos anos. A etiologia das DCV é multifatorial, podendo decorrer de características biológicas e das condições socioeconômicas, ambientais e culturais. Tabagismo, atividade física insuficiente, alimentação não saudável e o uso nocivo de álcool estão entre os principais fatores de risco cardiovasculares (FRCV) modificáveis e embora as manifestações clínicas das DCV sejam observadas com maior frequência na idade adulta, a exposição a esses riscos vêm ocorrendo cada vez mais cedo. Diante desse contexto, o ambiente escolar nos últimos anos tem se tornado um cenário promissor para ações voltadas a essa temática, visto que os adolescentes conseguem se sentir mais confortáveis em partilhar dúvidas, dificuldades e potencialidades para mudança de hábitos. Objetivo: Descrever a experiência de acadêmicos em enfermagem em ação sobre fatores de risco cardiovasculares em uma Escola Pública de Referência em Ensino Médio em Recife, PE. Método: Trata-se de um relato de experiência, referente a ação do Projeto de Extensão “ComPressão Não se Brinca” vinculado a Universidade de Pernambuco, realizada em maio de 2024, ocorreu no auditório do EREM Pompéia Campos e teve a participação dos adolescentes de quatro turmas do ensino médio, separadas em dois momentos, cada um 40 minutos de duração. Resultados/Discussão: Inicialmente os adolescentes comentaram sobre frases/fotos impactantes relacionadas a FRCV, nesse momento foi possível abordar sobre sedentarismo, obesidade, tabagismo e hipertensão e muitos ficaram surpresos ao descobrir que as emoções também influenciam no desenvolvimento de DCV. Através de casos curtos, foi aplicada a dinâmica do semáforo, onde os alunos concentraram-se bastante e houve um estímulo ao debate sobre os motivos para a não adoção de hábitos saudáveis. Por fim, com auxílio de uma roleta, responderam com verdadeiro ou falso sobre as afirmativas sorteadas, a partir das respostas, a ação foi conduzida, alertando de como os FRCV modificáveis impactam na qualidade de vida. Considerações Finais: Torna-se evidente, portanto, que por meio das ações de educação em saúde com foco no público adolescente, é possível disseminar informações sobre a importância dos hábitos saudáveis na prevenção precoce dessa condição crônica, promovendo a importância do estilo de vida saudável e seu impacto a longo prazo.