
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO DA HANSENÍASE NO BRASIL EM 2022
Relatoria:
Jhennifer Pereira dos Santos
Autores:
- Lucas de Sousa Miranda
- Daniela Carneiro de Carvalho
- Geovanna dos Passos Cardoso
- Suziane Socorro Santos
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium leprae e pode ser classificada de acordo com a quantidade de lesões cutâneas (até 5 lesões é denominada como Paucibacilar e de 6 ou mais lesões como Multibacilar). Sua transmissão é pelas vias respiratórias, necessitando de um hospedeiro suscetível e um contato prolongado com pacientes multibacilares. Outrossim, pode afetar diretamente os nervos periféricos, principalmente quando não se tem um tratamento fidedigno, podendo levar à incapacidades, por vezes, irreversíveis. Objetivo: Realizar e avaliar o Panorama Epidemiológico da Hanseníase no Brasil em 2022. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo de dados secundários do ano 2022, com dados do Departamento de Informática do Sistema único de Saúde (DATA-SUS), por meio do Sistema de Informação e Agravos de Notificações (SINAN), com ênfase no levantamento de dados de casos novos de hanseníase paucibacilar e multibacilar e o desfecho em relação ao tipo de saída desses casos no Brasil. Foi utilizado na linha como variáveis: Modo de Entrada (Casos novos) e Tipo de Saída (Cura, Abandono e Óbito). Na coluna foi utilizado o seguimento Classe Operac. Diag (Multibacilar e Paucibacilar). Após a pesquisa, os dados foram tabulados no Excel versão 2016 para serem descritos. Resultados e Discussão: Durante o período da pesquisa, foram registrados 3788 (18,79%) casos paucibacilares e 16369 (81,21%) casos multibacilares. Em relação aos desfechos, houve 3780 casos de cura, com 1683 (44,43%) paucibacilares e 2097 (12,81%) multibacilares. No abandono do tratamento, obteve-se 24 (0,63%) casos paucibacilar e 206 (1,26%) multibacilares. Para o número de óbitos, 136 (3,59%) casos paucibacilares e 432 (2,64%) multibacilares. Assim, é evidente que os números de casos multibacilares são superiores ao paucibacilar, isso pode ter se explicado pelo fato de que a doença em sua fase inicial não apresenta sinais e sintomas e em função da fragilidade da busca ativa dos contactantes. Desta forma, destaca-se a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, especialmente para pacientes com formas mais graves da doença. Conclusão: Diante disso, esses valores mostram a necessidade contínua de intervenções abrangentes e baseadas em evidências para prevenir, diagnosticar e tratar a doença de forma eficaz. É essencial abordar as disparidades de saúde, promover a conscientização e educação pública, e fortalecer os sistemas de saúde.