
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
Enfermagem na plasmaférese: Gestão integral e protocolos para garantir segurança e eficiência terapêutica
Relatoria:
Dayane mirelle de arruda pereira
Autores:
- Simone Medeiros Wanderley de Queiroz
- Allisson Francisco de Morais
- Renata Duarte Batista
- Brennda Katrell Santos Oliveira
- Sonia Maria da Silva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: A plasmaférese é uma técnica terapêutica extracorpórea que envolve a separação do plasma do sangue total por meio de centrifugação, retendo as células sanguíneas e reintroduzindo-as no paciente, enquanto o plasma é substituído por uma solução de albumina humana a 5% ou plasma fresco congelado. Este procedimento é destinado a pacientes com condições patológicas específicas, visando reduzir a presença de entidades fisiopatológicas atípicas, tais como: auto antígenos circulantes, autoanticorpos, complexos imunes circulantes, proteínas danificadas e etc. Dessa forma, a enfermagem desempenha um papel essencial na administração deste tratamento, assegurando sua eficácia e segurança. Objetivo: Este estudo tem como objetivo analisar de forma detalhada o papel crucial do enfermeiro na condução da plasmaférese terapêutica, destacando sua contribuição fundamental para garantir a segurança e a excelência no cuidado ao paciente. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência descritivo baseado em estágio extracurricular realizado de maio a junho de 2024 em um hemocentro de referência em Recife-PE, com aplicação prática da assistência de enfermagem na plasmaférese terapêutica. Resultado e Discussão: A gestão de enfermagem foi conduzida conforme o protocolo operacional padrão da instituição. O enfermeiro foi responsável pela administração do fluido de reposição adequado à condição clínica do paciente, monitorização rigorosa dos sinais vitais antes, durante e após o procedimento, e acompanhamento dos exames solicitados pelos médicos. Além disso, o enfermeiro realiza punção da fístula e manipulação de cateter central e é responsável pelo registro detalhado dos parâmetros da máquina de plasmaférese, incluindo volume removido, volume infundido, balanço hídrico, velocidade do fluxo e relação com o anticoagulante, com o auxílio do técnico de enfermagem na operação do equipamento. Todos os procedimentos foram registrados meticulosamente, incluindo reações adversas e descrição dos lotes de materiais estéreis, visando a segurança do paciente. Conclusão: O enfermeiro demonstrou papel fundamental na gestão da plasmaférese terapêutica, desde o planejamento até a conclusão do procedimento. As intervenções foram realizadas de forma clara, objetiva e humanizada, com foco na individualidade e segurança do paciente. O processo da enfermagem foi evidente, sendo alinhado ao diagnóstico médico e às necessidades específicas do paciente durante a terapia de aférese.