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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ATUAÇÃO DE RESIDENTES MULTIPROFISSIONAIS EM ABRIGOS PARA VÍTIMAS DE ENCHENTES NO RIO GRANDE DO SUL
Relatoria:
ANA LÚCIA LIMA RIETH
Autores:
  • Edhuarda Jardim dos Santos
  • Cíntia Menezes Guimarães
  • Priscilla Lunardelli
  • Vania Celina Dezoti Micheletti
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
INTRODUÇÃO: Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul (RS) enfrentou uma grave enchente, levando à criação de vários abrigos emergenciais para acolher os afetados pelo desastre. A colaboração entre a prefeitura e diversas instituições, como escolas, associações, faculdades e estádios, foi fundamental para disponibilizar espaços seguros. Diante dessa situação de calamidade, residentes multiprofissionais, impossibilitados de realizar suas atividades de campo habituais devido às enchentes, foram realocados como voluntários em abrigos. Sob a supervisão de uma professora preceptora, esses residentes enfrentaram desafios significativos e únicos enquanto forneciam apoio essencial às vítimas. OBJETIVOS: Relatar as experiências de residentes multiprofissionais no atendimento a desabrigados durante as enchentes no RS. MÉTODOS: Relato de experiência descrevendo a atuação de residentes multiprofissionais em abrigos emergenciais em um município de grande porte no RS, durante e após as enchentes de maio de 2024. Observações e interações foram realizadas com desabrigados, voluntários e durante os atendimentos nos abrigos, incluindo a dinâmica das atividades. RELATO DE EXPERIÊNCIA: As chuvas de maio de 2024 no RS mobilizaram uma intensa onda de solidariedade para auxiliar os desabrigados. Profissionais voluntários de diversas áreas proporcionaram um atendimento diversificado e abrangente. No entanto, alguns abrigos adotaram abordagens que criaram dependência para administração de medicamentos e outras atividades que eram de rotina antes do desastre. A quantidade variável de profissionais de saúde voluntários resultou em incertezas sobre a continuidade do cuidado prestado. Para mitigar isso, foi estabelecido um plantão de 24 horas com equipes médicas e de enfermagem voluntárias. CONCLUSÃO: A situação das enchentes no RS foi agravada pelo caráter inédito do evento e pela falta de preparação da rede de atendimento para a demanda emergente. A resposta à crise foi amplamente sustentada por doações e voluntários, que desempenharam um papel crucial. Todas as profissões foram essenciais, e a mobilização para voluntariado e doações alterou o destino dos afetados. No entanto, a experiência evidenciou uma lacuna no planejamento prévio da cidade para garantir uma resposta adequada a desastres. É necessário um planejamento mais robusto para minimizar os impactos e proporcionar uma assistência organizada e eficiente à população em situações de calamidade.