
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE AGRAVOS TRANSMISSÍVEIS NA POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE BRASILEIRA
Relatoria:
Raquel Alves de Oliveira
Autores:
- João Victor Mendonça Santana Cavalcante
- Davi Oliveira Teles
- Sarah de Sousa Carvalho
- Samila Gomes Ribeiro
- Ana Karina Bezerra Pinheiro
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A População Privada de Liberdade (PPL) é aquela caracterizada por pessoas que estejam sob a custódia do Estado, provisoriamente ou sentenciadas a cumprir pena privativa de liberdade ou medida de segurança. Nesse sentido, devido a fatores socioculturais e a fatores estruturais das unidades prisionais, tais como condições precárias de confinamento e superlotação, os agravos em saúde podem ser potencializados nessa população. Objetivo: Descrever o perfil de agravos transmissíveis da população prisional de 2016 a 2023.2. Método: Estudo ecológico e descritivo, dos agravos transmissíveis na população prisional brasileira, no período de 2016 a 2023.2 na população privada de liberdade brasileira. Os dados foram coletados no mês de junho de 2024. A amostra foi composta por dados secundários que foram obtidos a partir do Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional (SISDEPEN) dos agravos relacionados ao HIV, Tuberculose, Sífilis, Hepatite e Hanseníase. Observou-se a frequência absoluta e relativa dos dados analisados. O estudo dispensa aprovação do Comitê de Ética em pesquisa por utilizar dados de domínio público. Resultados: Durante o período analisado, foram diagnosticados 26.460 mil casos de agravos não transmissíveis, o que corresponde a 3,80% do quantitativo total da PPL que totalizou 696.039 indivíduos. Destes, cerca de 8.558 (1,23%) pessoas vivem com HIV, 6003 (0.86%) pessoas com Tuberculose, 5043 (0.72%) com Sífilis, 3648 (0.52%) com Hanseníase e 3210 (0.46%) com Hepatite. No que tange ao sexo, houve predominância do sexo masculino das análises relacionadas a PPL que vive com HIV com 7597 (88.77%) dos casos, Tuberculose com 5930 (98.73%) casos, Sífilis com 3913 (77.62%), Hanseníase com 3309 (90.71%) e Hepatite com 2884 (89.84%). Conclusão: Ao conhecer o perfil de agravos presentes na PPL que se encontra em situação de vulnerabilidade, possibilita que o enfermeiro possa implementar estratégias de cuidado efetivas de acordo com a realidade do local e dos pacientes, bem como realizar uma vigilância efetiva dos principais agravos presentes.