
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
SINAIS DE ESTRESSE EM ENFERMEIROS QUE ATUAM NO SETOR DA EMERGÊNCIA
Relatoria:
Edimar Vilarouca Filho
Autores:
- José Luiz de Campos Ribeiro Junior
- Aline Silva de Oliveira
- Emilly Gomes do Nascimento
- Fernanda Laís Santana de Lima
- Maria Jordany Ribeiro dos Santos
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A enfermagem é uma profissão voltada ao cuidado com os seres humanos cujas áreas de conhecimento, fundamentações e práticas são direcionadas à assistência direta ao paciente que necessita de cuidados de saúde. Dessa forma, os profissionais enfermeiros, que atuam principalmente na emergência, podem sofrer desgastes físicos e emocionais, uma vez que esse setor é destacado como um dos mais estressantes, visto que é um local onde realiza atendimento ao paciente em estado de risco iminente, exigindo do enfermeiro conhecimentos e habilidades em situações diversas e muitas vezes sobre pressão. Objetivo: Apontar os sinais de estresse nos enfermeiros que atuam no setor de emergência. Método: Trata-se de uma revisão de literatura, por meio do levantamento de 15 artigos, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), em julho de 2024. Utilizou-se os descritores emergência, estresse ocupacional e enfermagem. Os critérios de inclusão foram artigos na íntegra que retratassem a temática, divulgados em português dos últimos 5 anos. Excluiu-se as literaturas cinzentas. Resultados e discussão: Dentre as manifestações de estresse identificadas, destacaram-se os sinais e sintomas de ansiedade, alterações no sono, epigastralgia, taquicardia, taquipneia, depressão, alterações de humor, dificuldade em interagir com a equipe, medo do desconhecido, agressividade e inquietação, podendo vir a desenvolver síndrome de burnout. Além disso, os estudos apontaram o desgaste físico manifestado por fadiga crônica, dores musculares e distúrbios do sono, os quais comprometem a capacidade dos enfermeiros desenvolverem a atividade laboral com eficiência e segurança. Considerações finais: Verificou-se que os enfermeiros enfrentam uma variedade de estressores no contexto físico, mental e social, evidenciada pela exposição constante a situações traumáticas e intensa carga de trabalho. Nessa perspectiva, é imprescindível identificar as fontes estressores e estratégias para minimizá-las, reorganizar o ambiente de trabalho, reduzir a sobrecarga no serviço, bem como a implementar práticas voltadas ao bem-estar dos enfermeiros, principalmente na atenção psicológica, a fim de promover a saúde e prevenir os agravos dos envolvidos, garantindo um atendimento seguro e eficaz aos pacientes da emergência.