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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
LEI LUCAS: CAPACITAÇÃO COM PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Relatoria:
Jaciara Nair Dias Gomes
Autores:
  • Tatiana Almeida Couto
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: a Lei n° 13.722/18, conhecida como Lei Lucas, embasa a necessidade de capacitação em primeiros socorros para professores e funcionários de instituições de ensino básico e recreação infantil no Brasil, tanto públicas quanto privadas. Esta medida visa preparar esses profissionais para agir adequadamente em caso de emergências, devido aos frequentes casos de engasgo infantil no país. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em 2022, ocorreram quinze óbitos diários de crianças por obstrução das vias aéreas por corpo estranho (OVACE), tornando-se um grave problema de saúde pública. Além disso, a Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta o engasgo e a sufocação como a terceira principal causa de morte infantil no Brasil. Portanto, reconhecer sinais de OVACE: como dificuldade de respirar e falar; tosse; respiração ruidosa e palidez, é crucial para um bom prognóstico. Objetivo: relatar a experiência de discente do curso Bacharelado Interdisciplinar em Saúde no processo de ensino-aprendizagem sobre primeiros socorros com ênfase na Lei Lucas. Método: estudo de caráter descritivo, de experiência que ocorreu em 21 de julho de 2022, na creche 11 de Dezembro, em Santo Antônio de Jesus, Bahia, com o público de crianças abaixo dos 4 anos. Dentro do componente curricular Processos de Apropriação da Realidade II (UFRB). Resultados e Discussão: a atividade foi de suma importância, pois capacita e atualiza os colaboradores para possíveis emergências, com sessão teórica e prática supervisionada sobre prevenção e medidas para engasgo em recém-nascidos, crianças e adultos. Os participantes compartilharam experiências pessoais de engasgo, destacando a sensação de desespero e impotência devido à falta de habilidade. Considerações Finais: a oficina baseou-se em evidências científicas e conhecimentos prévios dos discentes sob supervisão de docente Enfermeiro Emergencista, facilitando a compreensão e a aplicação do conteúdo. As educadoras e funcionárias puderam esclarecer dúvidas e abordar conteúdos práticos da Lei em discussão no evento. A capacitação visou não apenas formar profissionais aptos a lidar com emergências, mas também cidadãos conscientes e propagadores do conhecimento, capazes de prevenir e/ou minimizar mortes evitáveis por engasgo.