
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
PERFIL DE RECÉM-NASCIDOS SUBMETIDOS AO TRANSPORTE NEONATAL
Relatoria:
ANNA BEATRIZ SOUZA DA SILVA
Autores:
- Yasmin Rodrigues de Oliveira
- Adinaldo Moreira Martins
- Joanna Angélica Azevedo De Oliveira
- Yasmin Brabo De Lima
- Andressa Tavares Parente
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A análise dos fatores neonatais que implicam no transporte inter-hospitalar é de suma importância para nortear a redução de acometimentos nocivos à saúde do recém-nascido (RN), possibilitando a promoção de uma assistência à saúde integral e resolutiva. Ressalta-se que o reconhecimento do perfil de RN´s impacta em melhorias do manejo e sobrevida destes, uma vez que são vulneráveis a complicações perinatais durante a adaptação à vida extrauterina. Objetivo: Investigar o perfil epidemiológico de RN’s admitidos na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA), provenientes do transporte inter-hospitalar. Método: Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo, transversal, documental, com abordagem quantitativa, que levantou o perfil epidemiológico e clínico de recém-nascidos transferidos para FSCMPA por meio de transporte inter-hospitalar no ano de 2016. A coleta de dados foi a partir de 100 prontuários, após a coleta, foram classificados e analisados por meio de técnicas estatísticas. Essa pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa da FSCMPA e aprovada através do parecer de nº 75721517.0.0000.5171, obedecendo aos aspectos éticos e legais que constam da Resolução nº 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde. Resultados: No estudo, considerou-se as seguintes variáveis: idade gestacional (IG), peso e Apgar. Destaca-se no perfil epidemiológico neonatal o nascimento a termo de 24% (IG > 37 semanas) e a prevalência de prontuários sem registro da IG (52%); 73% classificados com peso adequado à IG; o Apgar apresentou uma média de 7 pontos no 1’ e 8 pontos no 5’ de vida, entretanto, respectivamente, 18% e 6% estiveram fora do padrão de normalidade evidenciado por asfixia perinatal (Apgar < 7). Nota-se, ainda, o impacto de uma assistência pré-natal de qualidade com intervenções preventivas que auxiliem na redução de situações neonatais desfavoráveis e promovam a vitalidade do RN. Como limitações, destaca-se a escassez de informações relevantes dos RN’s nos prontuários, registros estes, essenciais para a assistência de qualidade ao neonato. Conclusão: A identificação e compreensão do perfil epidemiológico dos RN’s que necessitaram de transferência inter-hospitalar é indispensável no reconhecimento e prevenção de fatores que influenciaram na internação neonatal, bem como, o registro destes pela equipe multiprofissional na garantia de uma assistência especializada, qualificada e efetiva que impacta diretamente na sobrevida dos neonatos.