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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA HANSENÍESE NO MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS, MARANHÃO - 2018 A 2022
Relatoria:
MELLYSSA MONTEIRO SILVA MELO
Autores:
  • Ana Letícia Batista Coelho
  • Dayanne da Silva Mesquita
  • Jéssica Thais Frazão Sousa
  • Gabrielle Santos Macedo
  • Ana Larissa Araujo Nogueira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma doença infecciosa crônica considerada uma doença negligenciada, que afeta os nervos e a pele e é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, também conhecido como bacilo de Hansen. Portanto, considera-se o contexto da hanseníase e seu alto padrão de endemicidade como um importante problema de saúde pública no Brasil. OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico da hanseníase no município de São Luís - MA durante os anos de 2018 a 2022. MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, quantitativo e comparativo. A pesquisa teve como fonte os dados públicos obtidos no Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). No presente estudo foi investigado o perfil epidemiológico da hanseníase no município de São Luís - MA por ano e mês de notificação, faixa-etária, sexo dos indivíduos, raça, escolaridade e tipo de saída. Calculou-se o coeficiente de incidência, dividindo-se o número de casos notificados pela população, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Foi utilizado o programa Microsoft Excel para armazenamento e análise dos dados. RESULTADOS: O total de casos notificados de hanseníase no município de São Luís - MA entre os anos de 2018 a 2022 foi de 3.389, com maior notificação de casos no ano de 2019 (26,35%) e menor no ano de 2021 (15,24%). Foi identificado maior taxa de incidência no ano de 2019 (81,04 casos a cada 100.000 mil hab.) e menor em 2021 (47,49 casos a cada 100.00 mil hab.). Em relação ao mês de notificação, houve maior nº de casos em fevereiro (11,33%) e menor em julho (6,55%) em todos os anos investigados. Percebeu-se maior proporção de casos em indivíduos do sexo masculino (56,33%) com faixa-etária de 20 a 59 anos (64,21%), raça parda (69,49%) e, de acordo com a escolaridade, ensino médio completo (28,65%). Quanto ao tipo de saída, observou-se que houve um maior número de casos que evoluíram para cura, representando 58,57% do total de ocorrências. Foram notificados 47 óbitos, que corresponde 1,39% do total de casos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Observou-se que houve uma maior incidência de casos no ano de 2019, com maior nº de casos no mês de fevereiro, tendo maior proporção no sexo masculino com faixa-etária de 20 a 59 anos, raça parda e ensino médio completo, sendo que, o maior número de casos evoluiu para cura.