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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
O ENSINO TÉCNICO DE ENFERMAGEM PARA ALUNOS INDÍGENAS NO AMAPÁ
Relatoria:
MÔNICA CRISTINA DA SILVA CASTRO
Autores:
  • CARLOS CORRÊA CRUZ
  • DENIS MARQUES DE OLIVEIRA
  • EMÍLIA NAZARÉ MENEZES RIBEIRO PIMENTEL
  • GILNEY DUARTE DOS SANTOS
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: o Brasil vem constituindo nas matrizes curriculares de enfermagem, disciplinas relacionadas a saúde indígena, assim como também a inclusão de seus povos indígenas para o processo de educação, graduação e formação técnica, no intuito de levar as suas comunidades, profissionais que compreendem, vivenciam modos de viver, suas diversas formas culturais, sociais e antropológicas. Objetivo: realizar uma reflexão sobre os desafios do ensino teórico e prático para alunos indígenas do curso técnico de enfermagem, no Estado do Amapá. Método: trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa do tipo Relato de Experiência que envolve a observação e a descrição do comportamento, das características ou das condições de uma determinada população ou fenômeno sem manipular nenhuma variável. Resultado/discussão: No Estado do Amapá, o Centro de Educação Profissional Graziela Reis de Souza, ocorre a inclusão de alunos indígenas no Curso Técnico de Enfermagem, como uma forma de inserção socioantropológica no intuito de atender às necessidades percebidas pelas comunidades, envolvendo essa população em todas as etapas do processo de planejamento, execução e avaliação das ações de saúde. O relato foi desenvolvido à partir das vivências dos docentes da instituição, em ambientes de salas de aulas, laboratórios de práticas, atividades extramuros como visitas técnicas em repartições públicas, ações em saúde junto à comunidade e campos de estágios supervisionados. O ensino de enfermagem para indígenas desafia uma construção didático-pedagógica que atenda às necessidades específicas e de forma integral, sobretudo aos alunos e a sua relação com a comunidade dos povos originários, bem como a humanização do seu trabalho ao tratar um paciente e a diversidade socio cultural dos indivíduos assistidos. Existem muitos desafios a serem superados, em especial a dificuldade de inserção na rotina hospitalar, compreensão do uso das tecnologias em saúde, assim como as intervenções e cuidados de enfermagem, pois cada aluno tem seu tempo de organização, habilidade e agilidade durante o processo da prática. Considerações finais: ficou evidente a necessidade de adaptação das metodologias de ensino pelos docentes, práticas de educação permanente para amenizar as lacunas existentes e aprimorar a relação entre o conhecimento empírico, teórico e científico e suas relações com a cultura dos povos originários no Amapá.