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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
FATORES DE HESITAÇÃO VACINAL RELACIONADAS A VACINA DE COVID-19 EM CRIANÇAS: REVISÃO INTEGRATIVA
Relatoria:
JÉSSICA DENISE VIEIRA LEAL
Autores:
  • Roseanne de Sousa Nobre
  • José de Siqueira Amorim Júnior
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no primeiro ano da pandemia da COVID-19 no Brasil, quase metade das crianças e adolescentes mortos pelo Coronavírus em 2020 tinham até dois anos de idade e um terço dos óbitos até 18 anos ocorreram entre os menores de um ano. Logo, demostra a necessidade de uma vacinação exitosa. Contudo, a Fiocruz aponta hesitação vacinal de 16,4% de pais de crianças entre zero e quatro anos, 14,9% de pais de adolescentes e 12,8% de pais de crianças entre cinco e 11 anos. Evidenciando, assim, a necessidade de medidas para melhora desse quadro vacinal. Objetivo: Conhecer os possíveis fatores de hesitação vacinal relacionadas a vacina COVID-19 entre crianças encontradas na literatura. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, em que foram levantados artigos nas bases de dados MEDLINE, LILACS e BDENF, utilizando os descritores controladores: “Hesitação Vacinal”; “Covid-19” e “Crianças”. Foram incluídos artigos publicados em português, inglês e espanhol nos últimos cinco anos (2019-2024), disponíveis na íntegra e excluídas as duplicatas e excluídos aqueles que não tratavam do objetivo do trabalho. Todas as buscas foram realizadas no dia 28 de junho de 2024. Resultados/Discussão: Foram encontrados 126 artigos, sendo 122 na base de dados MEDLINE, quatro na LILACS e um na BDENF. Os resultados foram filtrados, por meio da análise do conteúdo e ao final do processo, após aplicação dos critérios de elegibilidade, 35 estudos foram selecionados para compor este trabalho. Destes os estudos observados podem-se perceber que os fatores que levaram a hesitação vacinal foram pais que não tiveram diagnóstico de COVID-19, questionamento quanto a segurança eficácia das vacinas, medo de efeitos colaterais, falsa percepção de risco reduzido de COVID-19 em crianças, crenças ideológicas e/ou religiosas e influência de Fake News. Considerações Finais: Por isso, não só os gestores de saúde, que são responsáveis pelas coordenações e direções das políticas públicas, como também os profissionais de saúde e população em geral possuem como dever trabalhar intensamente nas causas da hesitação vacinal, por meio do letramento em saúde para pais e filhos, mediante a saúde na escola e campanhas pró-vacina em meios de comunicação social, demonstrando a importância da vacinação, com a finalidade de melhorar os índices de vacinação e, consequentemente, a proteção infantil.