
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
A RESIDÊNCIA COMO FACILITADORA DE NOVOS APRENDIZADOS VOLTADOS AO PARTO HUMANIZADO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Relatoria:
Macibertha Ribeiro da Costa
Autores:
- Maria Eduarda Ferreira de Albuquerque
- Stephany da Silva Santos
- Rosângela Guimarães de Oliveira
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Relato de experiência
Resumo:
Introdução: Historicamente, o processo de gestar e parir foi caracterizado pela autonomia feminina e pelo conhecimento das parteiras, que ofereciam assistência com base em saberes empíricos e experiência técnica. Com o advento da medicina obstétrica no século XIX, o parto hospitalar ganhou predominância, marginalizando as parteiras e instaurando uma abordagem médica intervencionista. Essa mudança resultou na perda da autonomia e confiança das mulheres. Reconhecendo a necessidade de resgatar o parto como um evento natural, o Ministério da Saúde do Brasil começou a reconhecer a atuação das enfermeiras obstetras, onde em 2013, foi criado o Programa Nacional de Residência em Enfermagem Obstetrícia (PRONAENF), com o objetivo de qualificar profissionais para atuação na assistência integral à saúde da mulher no ciclo gravídico-puerperal. Objetivo: Este trabalho objetiva relatar a experiência vivenciada por enfermeiras residentes em Enfermagem Obstétrica durante a assistência ao parto humanizado. Método: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, partindo da vivência em uma maternidade de referência, na cidade de João Pessoa, Paraíba, durante assistência ao parto humanizado, entre os meses de março à junho de 2024. Resultados e Discussão: Durante a residência em enfermagem obstétrica, prestar assistência nos partos é uma experiência enriquecedora e desafiadora, permeada por uma série de benefícios e aprendizados transformadores da prática profissional. Estudos destacam que a atuação das enfermeiras residentes em obstetrícia se baseia na aplicação de boas práticas de atenção ao parto, resultando em melhores desfechos para as parturientes, ao tempo em que promove o protagonismo das mulheres e o resgate do parto fisiológico. Ressalta-se que na assistência ao parto, os residentes prestam cuidados desde a admissão das gestantes no setor pré-parto até os cuidados pós-parto. Considerações finais: Conclui-se que a inserção da residência de Enfermagem Obstétrica tem sido basilar na promoção de práticas baseadas em evidências científicas, que respeitam a autonomia e os direitos das mulheres durante o ciclo gravídico-puerperal.