
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
CARACTERIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA PESSOAS TRANSGÊNERO
Relatoria:
IVANIZE VIEGAS MEIRA
Autores:
- Taciana Mirella Batista dos Santos
- Marlon Alex Santana
- Ana Beatriz Marinho de Carvalho Cavalcanti
- Bruna Monike Melo Ferreira e Silva
- Thayanne de Azevedo Falcão
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Um dos maiores desafios da pessoa transgênero é estar ciente sobre seus direitos individual e social. A violência que este grupo é submetido envolve estruturas sociais relacionadas ao patriarcado, machismo e capitalismo. Diante disso a presente pesquisa objetivou analisar as formas de violência às pessoas transgênero/trans e a realidade a qual elas são submetidas em seu cotidiano, identificando quais as principais formas de discriminação e local onde ocorreu. Por meio de uma revisão integrativa, realizada com artigos indexados em bases de dados online da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Scielo. Foram adotados os seguintes critérios para inclusão: estudos nacionais, gratuitos com disponibilização para download; ser estudo original; língua portuguesa no período de 2019 a 2024. A amostra foi composta incialmente 12 artigos selecionados para leitura, apenas 7 se enquadraram nos critérios de seleção, sendo instrumento de coleta de dados. Após esse procedimento, foram construídas sínteses (resumos) de cada estudo recuperado com base no instrumento de extração. Foi realizada análise utilizando-se as sínteses contendo os objetivos, resultados e conclusões. A violação de direitos sofrida inclui a negativa de reconhecimento de gênero, agressões verbais, físicas, psicológicas, sexuais, que podem ocorrer em ambientes públicos ou privados, serviços de saúde, ambiente de trabalho e ambiente doméstico. Em todo mundo pessoas trans experimentam diversas formas de discriminação. Nesse panorama, o Brasil lidera o número de assassinatos a essa população. Mulheres trans negras e latinas apresentam quase a totalidade de vítimas de homicídio transgênero, e assédio regularmente. Os assassinatos contra pessoas trans são motivados pela condição de vulnerabilidade da vítima e pelo ódio do agressor, fugindo a normalidade social e aos princípios constitucionais de um Estado Democrático. A busca da identidade sexual ou de gênero é um dos desafios principalmente na juventude, que pode provocar violência interpessoal. A discriminação é uma forma de violência sempre esteve presente na sociedade. O Estado tem seu papel na violação de direitos onde em ambientes que deveriam ser de acolhimento, são ocupados por profissionais não capacitados para o atendimento deste grupo. Portanto, esta população apresenta maior condição de vulnerabilidade, considerando a fragilidade das leis quanto à defesa e o amparo, deixando impunes os diversos agressores e grupos homofóbicos.