
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
DESASTRES AMBIENTAIS COM VITIMAS FATAIS ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO
Relatoria:
Thayanne de Azevedo Falcão
Autores:
- Bianca Araújo
- Itany Mendes
- Larissa Silva
- Mirella Barros
- Marllon Alex Nascimento Santana
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
O problema de cheias em Pernambuco, sobretudo, no Recife é histórico e remonta aos períodos colonial e da invasão holandesa. Entre os anos de 2014 a 2024 esses desastres ambientais que vem aumentado o índice de morte. Duas das maiores cheias ocorridas no Recife foram: cheia de 30 de maio de 1966 deixando diversas partes do Recife submersas devido ao transbordamento do rio Capibaribe; e a segunda, ocorrida em 17 de julho de 1975, sendo esta a maior enchente que o Recife teve, ficou marcado pelo boato do rompimento da barragem de Tapacurá. Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável recomenda reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países. A enfermagem procura socorrer essas vítimas e prestar assistência adequado tanto no Pré e no Pós Hospitalar. O enfermeiro necessita de organização e preparo técnico para que possa prestar à atenção necessária as vítimas dos desastres ambientais. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo descrever a atuação do enfermeiro junto a sua equipe durante as chuvas torrenciais que ocorreram no estado de Pernambuco. Trata-se de um estudo de revisão sobre os desastres ambientas com vítimas fatais ocorridos em Pernambuco e a assistência de enfermagem. Foi realizado um levantamento de óbitos nos anos 1966 á 2023 em Pernambuco, causado pelas enchentes. As informações foram obtidas por meio de jornais veiculados na internet. Os dados mostram que a cheia de 1966 permanece sendo a maior em número de mortes causados pela cheia no estado, seguida do ano de 2023. Na enchente de 1975, 80% do território habitado do Recife ficou debaixo d'água. 107 pessoas vieram a óbito nesse ano. A cheia de 1966 teve mais mortes, já a de 1975 foi mais caótica. O estudo destaca a importância do enfermeiro desde o planejamento das ações diante dessas enchentes. Portanto, os enfermeiros desempenham um papel fundamental no atendimento às vítimas de desastres ambientais, oferecendo cuidados de emergência, administração de medicamentos e acompanhamento das vitimas. Seguindo os protocolos do Coren sobre a resposta aos desastres, antes que este ocorra, os enfermeiros devem estar envolvidos na preparação e planejamento o que inclui treinamento de primeiros socorros, ressuscitação cardiopulmonar, triagem de vítimas e gerenciamento de desastres.