
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
AVALIAÇÃO DA MORTALIDADE POR CÂNCER CERVICAL NA I REGIÃO DE PERNAMBUCO, 2020-2022
Relatoria:
Rafaela Maria Lins do Rêgo
Autores:
- Andresa Pinto de Araújo
- Glaucia Silva Carneiro Gonçalves
- Kadja Elvira dos Anjos Silva Araujo
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: O câncer do colo do útero (CCU) é o segundo mais incidente nas regiões Norte (20,48/100 mil) e Nordeste (17,59/100 mil) do Brasil. Por meio da vacina quadrivalente contra o HPV e da adesão ao uso do preservativo, o risco para o CCU diminui potencialmente, e através do exame de Papanicolau é possível o rastreamento precoce de lesões sugestivas de câncer. No entanto, a média trienal da cobertura do Papanicolau em Pernambuco e suas regiões de saúde nos últimos anos, demonstrou que o acesso das mulheres ao exame está longe do esperado. Objetivo: Avaliar a taxa de mortalidade por câncer de colo de útero (CCU) em pessoas com útero na faixa etária de rastreio, nos municípios da I Região de Saúde de Pernambuco (PE), no período de 2020 a 2022. Metodologia: Estudo ecológico de série temporal e com uma abordagem quantitativa. Foi selecionada a I Região de Saúde de PE no período mencionado. Utilizou-se dados públicos, obtidos no Atlas online de mortalidade do Instituto Nacional do Câncer. Na tabulação, a faixa etária selecionada foi de 20 a 69 anos, a mais próxima da faixa etária de rastreio para o CCU (25 a 64 anos). Resultados/discussão: A I Região de Saúde de PE compreende vinte municípios, nos quais a taxa de mortalidade por câncer de colo do útero, ajustada pela população brasileira de 2010, no triênio de 2020-2022 mostrou-se variável. Em 2020, Araçoiaba obteve a maior taxa de óbitos (45,85), em 2021, o município de Ipojuca (21,89) e em 2022, os municípios de Chã de Alegria (20,03), Abreu e Lima (15,92) e Olinda (14,05) se destacaram. No Brasil, a taxa de mortalidade por câncer do colo do útero, ajustada pela população mundial foi de 4,51 óbitos/100 mil mulheres, em 2021. Dos quinze, apenas seis dos municípios apresentaram taxas inferiores à média nacional, o que evidencia a fragilidade dos municípios e do estado em prevenir, rastrear e tratar o CCU nas mulheres pernambucanas da I Região. Conclusão: No período analisado, os municípios apresentaram taxas altas no número de óbitos por CCU, o que evidencia um grave problema de saúde pública. A oferta de medidas de prevenção e o rastreio são essenciais para a detectar e reduzir a doença, e neste contexto, o enfermeiro tem papel fundamental na promoção da saúde, educação da comunidade e no rastreio e monitoramento dos casos.