
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
Construindo Caminhos para Implementação de Ações de Saúde Mental do Adolescente na Atenção Primária
Relatoria:
CLAUDIA MARA DE MELO TAVARES
Autores:
- Jacileide Guimaraes
- Marilei de Melo Tavares
- Juliana Tavares e Souza
- Lais Mariano de Paiva
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 3: Inovação, tecnologia e empreendedorismo nos processos de trabalho da Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
Introdução: A saúde mental tem sido negligenciada nas agendas globais de saúde. Embora o processo de transformação dos cuidados públicos em saúde mental no Brasil já esteja em desenvolvimento há mais de 20 anos, são poucas as ações direcionadas aos adolescentes. A implementação de políticas de saúde mental voltadas para essa clientela enfrenta várias barreiras para sua efetivação. Torna-se imperioso desenvolver estratégias que visem contribuir para superar esses obstáculos e promover a saúde mental dos adolescentes. Objetivos: Conhecer as barreiras locais para implementação das políticas de saúde mental voltadas aos adolescentes na Atenção Primária à Saúde (APS); disseminar conhecimentos que fortaleçam a formação dos enfermeiros em medidas de promoção da saúde mental dos adolescentes; desenvolver estratégias para reduzir as barreiras à implementação de políticas de saúde mental para essa faixa etária. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, realizada com 18 profissionais da APS no município de Niterói, Rio de Janeiro - Brasil. Utilizou-se como referencial teórico-metodológico a Sociopoética. Os princípios éticos de pesquisas com seres humanos foram respeitados. Resultados: As principais barreiras encontradas incluem: falta de capacitação, passividade dos serviços na busca pela clientela adolescente, programas de saúde centrados em aspectos tradicionais da atenção, falta de cultura de cuidado específico para os adolescentes e infraestrutura. Estratégias apontadas para reduzir essas barreiras incluem: mapear as demandas dos adolescentes, conhecer os espaços frequentados por eles, interagir com as diferentes instituições e dispositivos culturais do território, envolvimento da equipe com os adolescentes, estabelecer parcerias com escolas e outras organizações comunitárias. Conclusão: Conhecer o conjunto de políticas de saúde mental voltadas para os adolescentes, construir redes setoriais e intersetoriais, e corresponsabilizar os adolescentes e suas famílias no processo de cuidado são caminhos para superar as barreiras na atenção à saúde mental na APS.