
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANÁLISE DA MORTALIDADE FETAL NOS ANOS DE 2013 A 2022
Relatoria:
KAMILA CRISTIANE DE OLIVEIRA SILVA
Autores:
- ELYSSANDRA KEILA DA COSTA VELOSO
- BEATRIZ DE FREITAS NOGUEIRA
- ROBERTA FORTES SANTIAGO
- JOSÉ FRANCISCO RIBEIRO
- MARIA AMÉLIA OLIVEIRA COSTA
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: Segundo a 10ª revisão da Classificação Internacional de Doenças, define-se como óbito fetal aquele ocorrido antes da expulsão completa da mãe, independente da duração da gravidez, ele pode ser classificado em precoce e tardio. Objetivo: Analisar a mortalidade fetal em uma maternidade de referência do Nordeste de 2013 a 2022. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo-descritivo do tipo transversal. Realizado em uma maternidade de referência no estado do Piauí, que se localiza em Teresina. No período de 2013 até 2022 foram investigados 1890 casos de morte fetal na maternidade em questão. Resultados: A taxa de mortalidade fetal referente ao período entre 2013 e 2022 foi 22,3 para cada 1000 nascidos vivos. As mães entre 25 e 35 anos de idade (39,6%), com ensino médio completo (32,3%), do lar (40%) possuíram maior frequência para mortalidade fetal. O capítulo XV da CID-10, apresentou o maior número de patologias e fatores de risco durante a gravidez (766). Houve a prevalência de fetos do sexo masculino (51%), com idade gestacional entre 29 e 33 semanas (31,7%), peso ao nascer entre 1500 g e 2500 g (28,8%). Quanto as causas do óbito fetal, a prevalência foi para o capítulo XV apresentando 1520 doenças. Conclusão: A taxa de mortalidade fetal no decorrer dos 10 anos observados apresenta tendência decrescente e isso se relaciona ao comportamento definido pelas características maternas, do feto e de assistência, dessa forma essas condições foram amplamente detalhadas nesta pesquisa. Além disso, a análise das características sociodemográficas inferiu que o óbito fetal era mais prevalente em mulheres que possuíam entre 25 e 35 anos de idade, com escolaridade até o ensino médio e donas de casa, além disso muitas dessas mulheres faziam uso de medicação durante a gravidez.
Com relação aos achados clínicos dos óbitos fetais foi verificado que houve a prevalência entre fetos do sexo masculino de gestações entre 29 e 33 semanas, com peso entre 1500 a 2500g. A presente pesquisa também observou que a causa de óbito fetal preponderante foi a hipertensão gestacional com proteinúria significativa.