
Anais - 26º CBCENF
Resumo
Título:
ANALISE DA MORTALIDADE NEONATAL EM UMA MATERNIDADE
Relatoria:
KAMILA CRISTIANE DE OLIVEIRA SILVA
Autores:
- BEATRIZ DE FREITAS NOGUEIRA
- ELYSSANDRA KEILA DA COSTA VELOSO
- ROBERTA FORTES SANTIAGO
- JOSÉ FRANCISCO RIBEIRO
- IVONIZETE PIRES RIBEIRO
Modalidade:
Pôster
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Trabalho de conclusão de curso
Resumo:
Introdução: Considera-se óbito neonatal aqueles que ocorrem em menores de 28 dias de idade (até 27 dias). Estes, são subdivididos em neonatal precoce (ocorridos nos primeiros 6 dias de vida) e neonatal tardio (ocorridos entre 7 e 27 dias de vida). Objetivos: Analisar a mortalidade neonatal em uma maternidade de referência do Nordeste, no ano de 2022. Metodologia: Estudo quantitativo, transversal e de natureza descritiva, realizado com as fichas de notificação dos neonatos que evoluíram para óbito no ano de 2022. A coleta de dados foi realizada nos meses de setembro e outubro do ano de 2023. Foi utilizado um questionário para coleta de dados onde foram divididas em três partes: a primeira, sobre as variáveis da mortalidade neonatal, onde foram descritas informações como local do óbito, peso ao nascer, raça, idade gestacional entre outros. A segunda variável se relaciona a assistência imediata ao recém-nascido, onde continham informações sobre escala de Apgar, entre outros. Por fim, a terceira parte busca investigar as variáveis maternas e assistência à saúde recebida, estando presentes os itens como idade materna, número de gestações, entre outros. Dados foram analisados pelo programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS). Resultados: A taxa de mortalidade neonatal infantil no ano de 2022 foi de 23,9 óbitos para cada 1000 nascidos vivos. Prevaleceram a idade materna entre 20 e 34 anos, 43,5% das mães apresentaram ensino médio completo, 32,8% das mães realizaram 7 ou mais consultas de pré-natal. Em relação às variáveis neonatais 43% dos neonatos apresentaram prematuridade extrema e 42,7% apresentaram extremo baixo peso. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) se apresentou como o local de maior ocorrência de óbito neonatal, com 75,6%. O índice de Apgar no primeiro minuto obteve uma prevalência de 47,3% de neonatos com asfixia grave. Houve uma associação estatística significante entre escala de Apgar no primeiro minuto e baixo peso (p=0,008), prematuridade (p=0,003), asfixia/sofrimento fetal (p=0,009) e icterícia (p=0,005). Conclusão: O estudo contribui com a compreensão dos fatores que envolvem a mortalidade neonatal e os resultados apontam para a necessidade de aplicar intervenções que garantam um nascimento seguro e sobrevivência dos neonatos.