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Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
ORIENTAÇÕES SOBRE MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS PARA ALÍVIO DA DOR NO PARTO DURANTE O PRÉ-NATAL
Relatoria:
Hillary Bastos Vasconcelos Rodrigues
Autores:
  • Victórya Suéllen Maciel Abreu
  • Liana Noeme Amaral Santiago
  • Filipe José Pereira Magalhães
  • Marianne Maia Dutra Balsells
  • Priscila de Souza Aquino
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Tese
Resumo:
Introdução: Segundo as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal, deve-se reforçar desde o pré-natal os métodos de alívio da dor no parto vaginal. Dentre as opções disponíveis no Sistema Único de Saúde estão a imersão em água, massagem, técnicas de relaxamento, acupuntura, música, hipnose e aromaterapia. Visto isso, é essencial que as mulheres sejam orientadas quanto aos métodos, desde o pré-natal, com o objetivo de aumentar sua satisfação em relação ao parto. Objetivo: Verificar a realização de orientações sobre métodos não farmacológicos de alívio da dor no trabalho de parto e parto, durante o pré-natal, de mulheres atendidas na Atenção Primária à Saúde. Metodologia: Estudo descritivo desenvolvido a partir do recorte de um Ensaio Clínico Randomizado, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará, sob parecer Nº 4.972.939. A coleta de dados ocorreu entre fevereiro de 2022 e abril de 2023 por meio de entrevistas com as gestantes durante as consultas de pré-natal. Os locais do estudo foram 11 Unidades de Atenção Primária de Saúde (UAPS) em Fortaleza, Ceará. A análise dos dados foi realizada por meio do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 23.0. Resultados: Participaram dessa fase da pesquisa 93 gestantes, com idade que variou de 17 a 36 anos e mediana de 23 anos. Prevaleceram as gestantes sem partos prévios (n= 55; 59,1%), com desejo por parto vaginal (n= 81; 87,1%), e que realizaram até 6 consultas (n= 74; 80,4%) pré-natal. Apesar de 92 gestantes (98,9%) afirmarem ser importante receber orientações sobre os métodos não farmacológicos, apenas sete (7,5%) foram orientadas durante o pré-natal. Dentre as mulheres que foram orientadas, seis (85,7%) receberam informações do enfermeiro e apenas uma (14,3%) do médico. Ademais, 85 gestantes (91,4%) relataram o desejo em utilizar tais métodos no parto, seis (6,5%) estavam indecisas e duas (2,2%) não desejavam utilizar. Conclusão: Portanto, ainda que a orientação sobre tais métodos seja uma atribuição da equipe de saúde, evidencia-se uma baixa prevalência nessa amostra. No entanto, o desejo pelo uso dos métodos não farmacológicos é elevado, em virtude, especialmente, da obtenção de informações advindas de outras fontes acerca dos seus inúmeros benefícios.