LogoCofen
Anais - 26º CBCENF

Resumo

Título:
TIPOS DE PARTOS EM ADOLESCENTES NO MARANHÃO: TENDÊNCIAS E DADOS DE 2012 A 2022
Relatoria:
Maria Gabriela Costa Lima
Autores:
  • Débora Raiele Nascimento Sousa
  • Janine de Araújo Ferro
  • Maria Gabriela Costa Lima
  • Antonio Werbert Silva da Costa
Modalidade:
Comunicação coordenada
Área:
Eixo 1: Assistência, gestão, ensino e pesquisa em Enfermagem
Tipo:
Pesquisa
Resumo:
INTRODUÇÃO: Segundo o Ministério da Saúde (MS), adolescência se caracteriza como o período da vida que se inicia aos 10 anos e se estende até os 19. A gravidez na adolescência no Brasil é um tema de grande relevância na saúde reprodutiva devido à sua alta prevalência e ao impacto significativo na morbimortalidade entre jovens mulheres. Fatores sociais e econômicos estão diretamente ligados as causas de gravidez precoce, levando em consideração a baixa escolaridade, início precoce da relação sexual, falta de conhecimento e acesso aos métodos contraceptivos. OBJETIVO: Descrever as características epidemiológicas dos partos de adolescentes no MA. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de caráter ecológico. Realizado em junho de 2024, cujos dados foram obtidos por meio Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) disponível no (DATASUS) buscando pelo total de nascidos vivos no estado do Maranhão entre os anos 2012 à 2022, utilizando-se das variáveis: idade da mãe, tipo parto, cor/raça, escolaridade e números de consultas de pré-natal. RESULTADOS: No período analisado, houve um total de 295.378 partos de adolescentes, dessa totalidade, 94,22% (278.307) tinham entre 15 e 19 anos e 5,78% (17.071) entre 10 a 14 anos. No que diz respeito aos tipos de partos, 62,10% (183.438) foram por via vaginal e 37,57% (110.974) cesárea. Se tratando de cor/raça, a maioria era mulheres pardas (83,18%). Quanto a instrução da mãe, 63,07% (186.289) possuíam de 8 a 11 anos de estudo, 30,52% (90.164) de 4 a 7 anos, 2,87% de 1 a 3 anos, 1,04 12 anos ou mais, 0,51% (1.509) nunca frequentaram a escola. Em relação ao número de consultas de pré-natal, 42,62% (125.899) das mães compareceram de 4 a 6 consultas, 36,89% (108.970) a 7 ou mais, 16,70% de 1 a 3 consultas, e 3,47% (10254) não realizaram nenhuma. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS: A análise epidemiológica dos partos de adolescentes no Maranhão revela uma realidade preocupante e complexa. Com quase 300 mil nascimentos ao longo de uma década, predominam adolescentes entre 15 e 19 anos, destacando-se também na faixa etária mais precoce, de 10 a 14 anos, a prática de sexo com menor de 14 anos é crime, mesmo que consensual. Estes dados evidenciam não apenas desafios na saúde reprodutiva, mas também a necessidade urgente de políticas públicas que promovam educação sexual abrangente e acesso equitativo aos serviços de saúde, visando mitigar os impactos adversos da gravidez precoce no futuro das jovens e na sociedade como um todo.